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FIA desclassifica Freddie Slater do treino livre de F3 em Silverstone

Publicado a 3 de Julho de 2026, 14h52  ·  Atualizado a 3 de Julho de 2026, 15h58  ·  3 min de leitura

Freddie Slater viu a sua prestação relâmpago na sessão de treinos livres da Fórmula 3 no Grande Prémio da Grã-Bretanha ser anulada, ao ser desclassificado dos resultados pouco depois de assinalar o melhor tempo no circuito de Silverstone. O jovem britânico, grande promessa da Audi e segundo classificado no campeonato, protagonizou um início promissor na sua primeira corrida caseira de F3, mas um erro técnico da sua equipa Trident acabou por lhe custar a liderança da tabela de tempos.

Na única sessão de treinos livres, Slater registou um impressionante 1:46.161, batendo toda a concorrência e dando uma clara demonstração de força no asfalto britânico. Contudo, a festa durou pouco: após a bandeirada de xadrez, os delegados técnicos da FIA não conseguiram extrair a amostra mínima obrigatória de combustível – 0,8 kg – do carro número 5, resultando na sua imediata desclassificação dos resultados da sessão. Esta decisão significa que Slater perde o P1 numa fase crucial do campeonato, onde seguia a apenas 16 pontos do líder Ugo Ugochukwu, também ele protagonista de uma temporada muito consistente.

O incidente ganhou ainda mais relevo por ocorrer no emblemático circuito de Silverstone, casa de alguns dos mais épicos duelos do automobilismo mundial e palco onde Slater ambicionava reduzir a diferença pontual para Ugochukwu. Com quatro pódios já conquistados nesta época de estreia na F3 – incluindo segundos lugares em Melbourne e Barcelona – o britânico de 17 anos reforçava assim o seu estatuto de candidato ao título. O revés, contudo, obriga a uma resposta imediata já na qualificação, onde estará sob pressão para recuperar o terreno perdido e evitar que Ugochukwu amplie a vantagem na liderança do campeonato.

A decisão dos comissários foi detalhada num comunicado oficial: “O relatório do Delegado Técnico indicou que não foi possível recolher a amostra obrigatória mínima de combustível de 0,8 kg do carro no final da sessão de treinos livres”, pode ler-se no veredicto. “Importa referir que o carro 5 parou em pista após a conclusão do seu arranque de prática. O representante da equipa reconheceu que não foi possível recolher a amostra mínima exigida no final da sessão. Explicou que tal se deveu à alteração dos procedimentos durante a sessão e a uma subestimação do consumo de combustível necessário para completar a sessão, o teste de VSC e o arranque de prática no final.” Após análise detalhada, os comissários concluíram que “a infracção resultou de um erro de julgamento”, mas enfatizaram que “o concorrente não cumpriu o disposto no artigo 6.3.1 do Regulamento Técnico da FIA Fórmula 3, pelo que decidiram desclassificar o carro 5 da sessão de treinos livres”.

No rescaldo da decisão, Slater, visivelmente desiludido mas determinado, comentou brevemente: “Foi um erro de cálculo da nossa parte, mas vamos focar-nos totalmente na qualificação. O ritmo está lá e acredito que podemos responder já na próxima sessão.” Já o representante da Trident reconheceu a falha: “Cometemos um erro de planeamento de combustível ao ajustar procedimentos a meio da sessão. Pedimos desculpa ao Freddie, mas vamos garantir que não se repete.”

Esta desclassificação coloca pressão adicional sobre Slater e a Trident para a qualificação, onde cada décimo pode ser determinante para o alinhamento final. Ugo Ugochukwu, por sua vez, capitaliza psicologicamente este revés do rival directo, podendo agora gerir a vantagem com maior tranquilidade. Com a próxima ronda marcada ainda para Silverstone, a luta pelo título de F3 ganha assim novo fôlego, com Slater obrigado a uma recuperação imediata para não ver o sonho do campeonato a escapar-se-lhe. A rivalidade entre os dois jovens talentos promete animar as próximas provas, enquanto cada erro se torna fatal numa temporada onde a margem de manobra é cada vez mais curta.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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