F1: Surpresas na lista de gastos em atualizações para 2026

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A batalha pelo título de 2026 na Fórmula 1 está a desenrolar-se de forma inesperada, com uma equipa a surpreender ao liderar a lista de gastos em atualizações. A análise revela que a Aston Martin, com uma estratégia de desenvolvimento agressiva, está em primeiro lugar, enquanto a Mercedes, tradicionalmente uma das favoritas, ocupa uma das últimas posições.

Até ao Grande Prémio da Holanda, a Ferrari foi a equipa que introduziu mais componentes, totalizando 40 novas partes desde o início da temporada. A McLaren e a Red Bull seguiram de perto com 38 cada uma, enquanto a Aston Martin e a Cadillac trouxeram 34. Em contraste, a Mercedes teve apenas 24 atualizações. Contudo, o número de partes não reflete necessariamente a agressividade das atualizações, uma vez que a Red Bull, por exemplo, realizou várias modificações de fiabilidade, enquanto a Ferrari não fez nenhuma até agora.

No que diz respeito às atualizações de desempenho, a Ferrari também lidera, com 36, seguida pela Aston Martin com 33 e pela McLaren com 30. A Mercedes, aqui, fica atrás com apenas 19. Esta análise sugere que o modo como as equipas estão a gerir os seus orçamentos de desenvolvimento é um fator crucial. O teto orçamental da F1 está a forçar as equipas a ponderar cuidadosamente cada despesa e o momento de introdução das atualizações.

Toto Wolff, diretor da equipa Mercedes, expressou preocupações sobre a limitação orçamental da sua equipa, afirmando: “Não temos dinheiro para colocar desenvolvimentos no carro.” Este cenário levanta questões sobre a abordagem conservadora da Mercedes em comparação com as suas rivais. A Aston Martin, por outro lado, destaca-se não só pelo número de atualizações, mas também pelo seu gasto significativo, impulsionado por uma grande atualização na corrida da Hungria.

As estimativas de gastos colocam a Aston Martin no topo, seguida pela Ferrari e pela Red Bull a 90%. A McLaren ocupa o terceiro lugar com 85%, enquanto a Mercedes está em sexto, com apenas 55%. Este panorama é ainda mais intrigante à medida que se aproxima a fase final da temporada, com a possibilidade de que a Mercedes possa aumentar a sua agressividade de desenvolvimento, especialmente com uma atualização significativa prevista para o Grande Prémio da Malásia.

Além disso, os custos associados a danos em pista também afetam os orçamentos de desenvolvimento. A Red Bull, por exemplo, lidera a lista de reparações com cerca de 2,8 milhões de dólares, o que pode ter influenciado a sua decisão de moderar os gastos em desenvolvimentos no segundo semestre de 2026. Com uma quantia adicional de 3 milhões de dólares disponível para mudanças nas regras do próximo ano, as equipas que já gastaram significativamente podem ter mais margem para desenvolver ainda mais antes do final da temporada.

O que se avizinha é uma fase decisiva na luta pelo título, onde as decisões financeiras terão um impacto significativo na competitividade das equipas. A F1 de 2026 poderá ainda surpreender, com os contadores a desempenharem um papel tão crucial quanto os engenheiros na corrida pelo campeonato.