Evans com a melhor hipótese para ser campeão do mundo no WRC
O essencial
- Elfyn Evans lidera o Campeonato do Mundo de Ralis com 17 pontos de vantagem sobre Sami Pajari e Oliver Solberg.
- Evans enfrenta o desafio de abrir estrada na Sardenha, o que representa uma desvantagem significativa naquela prova.
- Evans já perdeu cinco vezes o título mundial durante a última década, incluindo contra Sébastien Ogier em três ocasiões.
Elfyn Evans chega ao Grande Prémio da Sardenha como o líder do Campeonato do Mundo de Ralis, com uma vantagem de 17 pontos sobre os seus colegas de equipa na Toyota, Sami Pajari e Oliver Solberg, que estão a 21 pontos de distância. A confiança de Evans é evidente, embora reconheça que a situação é “ainda muito aberta”. Ele sublinha que cada rali é uma nova oportunidade e que a única meta é a vitória em cada prova, sem deixar que a pressão do campeonato o afete.

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No entanto, o piloto galês enfrenta um desafio significativo. A corrida na Sardenha é conhecida por ser uma prova difícil, especialmente para quem abre a estrada, uma posição que pode representar uma desvantagem considerável. “Normalmente, em Sardenha, é uma desvantagem significativa correr em primeiro”, explicou Evans, mostrando-se ciente das dificuldades que poderá enfrentar. Apesar disso, mantém a mentalidade de que deve encarar a competição como qualquer outra, sem se deixar levar pela situação do campeonato.
A pressão mental sobre Evans é intensa, uma vez que, ao contrário de Pajari e Solberg, que estão a iniciar as suas carreiras, ele já tem um histórico de cinco segundos lugares no campeonato durante a última década. Já enfrentou e perdeu contra Sébastien Ogier em três ocasiões, o que torna a luta pelo título este ano ainda mais crucial. “Nada é garantido”, afirmou Evans, lembrando que a margem que tem agora é semelhante à que tinha antes da corrida de Monza em 2020, onde acabou por perder o título.
Quanto ao seu desempenho nesta temporada, Evans admite que tem sido menos consistente do que em anos anteriores, mas reconhece que a velocidade e a capacidade de entrega nas corridas têm sido as melhores até agora. “Acho que em termos de velocidade bruta e entrega aos domingos, provavelmente tem sido a melhor época”, afirmou, sublinhando a melhoria do carro que conduziu a uma maior confiança ao volante.
Evans também reflete sobre o que significaria conquistar o título mundial, um objetivo pelo qual trabalhou arduamente ao longo da sua carreira. “Nunca sei como responder a essa pergunta porque simplesmente não se sabe”, disse, revelando que, embora um título não vá mudar a sua vida de forma drástica, sempre foi um objetivo. A determinação de Evans e a sua capacidade de manter o foco, juntamente com a sua velocidade crescente, fazem dele o favorito para sair da Sardenha como campeão do mundo.
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Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.