Bugatti transforma Mistral numa homenagem sobre rodas ao Pequeno Príncipe

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Quando se fala de exclusividade no universo Bugatti, seria fácil pensar que pouco mais há para acrescentar a um automóvel produzido em apenas 99 unidades. Afinal, o W16 Mistral já nasce como uma peça de coleção. É o último modelo da marca equipado com o lendário motor W16 de 8,0 litros, uma verdadeira despedida em grande estilo de uma das mecânicas mais extraordinárias da história do automóvel.
Mas para alguns clientes da Bugatti, a exclusividade não termina na ficha técnica nem nos números de produção. É precisamente aí que começa.

A mais recente criação da divisão Sur Mesure prova isso mesmo. Chama-se “”Le Retour du Jeune Prince””, ou “”O Regresso do Pequeno Príncipe””, e é muito mais do que uma simples personalização. É uma interpretação artística inspirada na obra imortal de Antoine de Saint-Exupéry e numa continuação literária criada pelo próprio proprietário deste automóvel.
O projeto nasceu em Molsheim, sede da Bugatti, onde o cliente trabalhou diretamente com a equipa da Sur Mesure para transformar um Mistral numa verdadeira peça de arte sobre rodas. O resultado é um dos exemplares mais impressionantes alguma vez saídos dos ateliers da marca francesa.

À primeira vista, o que mais impressiona é a pintura. A Bugatti desenvolveu uma combinação exclusiva de tons cobre, bronze e dourado que procura reproduzir o brilho suave do luar sobre a superfície terrestre. Dependendo da incidência da luz, a carroçaria assume diferentes tonalidades, criando um efeito visual quase hipnótico.

Mas são os detalhes que contam verdadeiramente a história

Nas secções traseiras da carroçaria e na asa móvel encontram-se dezenas de estrelas pintadas à mão. Cada uma delas foi aplicada individualmente através de um complexo processo artesanal. E existe ainda um detalhe escondido que apenas se revela quando o aerofreio é acionado: uma representação artística do Pequeno Príncipe e da sua inseparável raposa, uma das imagens mais emblemáticas da obra original.

A atenção ao detalhe estende-se a praticamente todos os elementos exteriores. O tradicional emblema Bugatti recebeu acabamentos dourados, as pinças de travão surgem em tom cobre e até os centros das jantes foram personalizados para harmonizar com o restante conjunto. Debaixo da carroçaria, o monumental motor W16 também recebeu gravuras exclusivas inspiradas nas personagens da história.
O habitáculo leva esta homenagem ainda mais longe. Os revestimentos combinam dois tons distintos de couro, criando uma atmosfera elegante e acolhedora. Nas portas, a lua surge bordada manualmente, rodeada por estrelas que se prolongam por todo o interior. A fibra de carbono visível recebe igualmente detalhes inspirados no universo celestial criado por Saint-Exupéry.

Mas o elemento mais fascinante encontra-se na alavanca de mudanças. No seu interior repousa uma pequena rosa em prata, criada a partir da digitalização tridimensional de uma flor real. É uma referência direta à rosa do Pequeno Príncipe, provavelmente o símbolo mais emotivo de toda a narrativa.

Curiosamente, neste automóvel o desempenho passa para segundo plano. E isso diz muito sobre a dimensão do projeto. Continuam presentes os 1600 cv extraídos do motor W16 de 8,0 litros, enviados às quatro rodas através de uma caixa de dupla embraiagem de sete velocidades. Continua a ser um dos automóveis mais rápidos alguma vez construídos pela Bugatti.

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