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O Bugatti Chiron tinha 10 radiadores para arrefecer o W16

Publicado a 26 de Outubro de 2026, 20h48  ·  Atualizado a 26 de Outubro de 2026, 21h52  ·  5 min de leitura

O Bugatti Chiron usa um motor W16 de 8,0 litros com 4 turbocompressores, e o modelo original debitava 1.500 cv. Os 10 radiadores e outras soluções de engenharia ajudam a explicar como a Bugatti lidou com a potência e a velocidade.

O essencial

  • O Chiron original tinha 1.500 cv e 1.600 Nm, com velocidade limitada a 420 km/h.
  • O sistema de arrefecimento reunia 10 radiadores.
  • Em janeiro de 2022, a Bugatti anunciou que os 500 exemplares previstos estavam vendidos.

O Bugatti Chiron chegou aos 490,484 km/h em agosto de 2019. Numa retrospetiva publicada em 20 de janeiro de 2022, a Bugatti recordava esse feito e anunciava que os 500 exemplares previstos estavam vendidos. A produção entrava então na fase final.

O W16 de 8,0 litros com 4 turbocompressores foi completamente redesenhado face ao Veyron, segundo o AutoGear apurou no documento da marca. O Chiron original debitava 1.500 cv e 1.600 Nm, suficientes para atingir 100 km/h em 2,4 segundos, 200 km/h em 6,1 segundos e 300 km/h em 13,1 segundos. A velocidade máxima estava limitada eletronicamente a 420 km/h.

Bugatti Chiron e os recordes

Na imagem, o Bugatti Chiron, numa fotografia oficial da Bugatti.
Na imagem, o Bugatti Chiron, numa fotografia oficial da Bugatti.

Em agosto de 2017, o Chiron acelerou dos 0 aos 400 km/h e voltou à imobilidade em 41,96 segundos, estabelecendo um recorde, segundo a Bugatti. O registo de 490,484 km/h chegou 2 anos depois. Na evolução Super Sport, a marca aumentou a potência para 1.600 cv e anunciou uma velocidade máxima de 440 km/h.

A história começara com o Veyron, produzido entre 2005 e 2015, que ultrapassara os 1.000 cv e os 400 km/h. O Chiron passou a ser construído à mão em Molsheim, na Alsácia, em 2016. O nome homenageava Louis Chiron, piloto da Bugatti entre 1926 e 1933 e vencedor de um Grande Prémio na sua cidade natal, no Mónaco.

Arrefecer também exige engenharia

Segundo a Bugatti, o motor recebe mais de 60.000 litros de ar por minuto, enquanto o circuito de arrefecimento faz circular 800 litros de água por minuto. O conjunto soma 10 radiadores, incluindo os dedicados aos óleos do motor, da transmissão e do diferencial traseiro. Os catalisadores têm cerca de 6 vezes o tamanho dos usados num automóvel comum, com uma superfície equivalente a mais de 30 campos de futebol.

A estrutura monocoque exigia 320 m² de fibra de carbono. A marca introduziu tecnologia adaptativa para gerir a altura ao solo, os amortecedores, a direção assistida, a tração integral, o diferencial traseiro, a aerodinâmica e o controlo de estabilidade e travagem. Na gama, o Pur Sport privilegiava as curvas, enquanto o Super Sport se concentrava na aceleração e na velocidade.

Titânio, magnésio e impressão 3D

A Bugatti utilizou aço inoxidável de especificação aeronáutica nos braços da suspensão e parafusos de titânio na ligação do habitáculo ao conjunto propulsor. Também os êmbolos das pinças de travão eram de titânio. No Pur Sport, as jantes de magnésio permitiam poupar 16 kg de massa não suspensa.

Desde 2016, o Chiron empregava um suporte de bomba de alta pressão produzido por impressão 3D, no reservatório de óleo da transmissão. No Sport, as ponteiras de escape em titânio resultavam da fusão de cerca de 4.200 camadas de pó metálico. O Super Sport acrescentava uma traseira alongada e cortinas de ar dianteiras para reduzir a resistência aerodinâmica.

Construído e verificado à mão

A marca descrevia um chassis ajustável hidraulicamente e aerodinâmica ativa comandada por 18 cilindros hidráulicos. A asa traseira levantava-se para funcionar como travão aerodinâmico. O consumo combinado oficial do Chiron era de 25,2 l/100 km no ciclo WLTP, com emissões de CO2 de 572 g/km.

Cada conjunto propulsor passava 8 horas em banco de ensaios antes da montagem, segundo a Bugatti. A construção reunia mais de 1.800 peças e pelo menos 3.800 parafusos, apertados e verificados várias vezes. A aceitação final ocupava vários dias.

A pintura demorava 3 semanas, com aplicação, lixagem e polimento manuais entre etapas. O carbono exposto recebia 6 camadas e a pintura podia chegar às 8. Até sair para a estrada, um Bugatti podia exigir 6 meses de trabalho.

“No two Chirons are the same, because each one is configured individually and produced by hand according to the customer’s wishes. This ensures that every car is indeed unique”, afirmava Hendrik Malinowski, diretor de vendas e marketing da Bugatti Automobiles.

Leia também

Perguntas e respostas

Bugatti Chiron por dentro de um W16 com até 1.600 cv?

O Chiron original tinha um W16 de 8,0 litros com 4 turbocompressores e debitava 1.500 cv. Na evolução Super Sport, a Bugatti aumentou a potência para 1.600 cv.

Quantos radiadores tem o Bugatti Chiron?

O conjunto soma 10 radiadores, incluindo os dedicados aos óleos do motor, da transmissão e do diferencial traseiro. O circuito de arrefecimento faz circular 800 litros de água por minuto.

Quantos Bugatti Chiron estavam previstos?

Estavam previstos 500 exemplares. Em 20 de janeiro de 2022, a Bugatti anunciou que estavam todos vendidos e que a produção entrava na fase final.

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Ficha técnica

Motor
W16 de 8,0 litros com 4 turbocompressores
Potencia
1.500 cv (original) / 1.600 cv (Super Sport)
Binario
1.600 Nm
Velocidade maxima
420 km/h (original) / 440 km/h (Super Sport)
Aceleracao 0-100 km/h
2,4 segundos
Aceleracao 0-400 km/h
41,96 segundos
Consumo
25,2 l/100 km (WLTP)
Radiadores
10 radiadores
Producao
500 exemplares

Gustavo Santos

AutoGear  ·  23 artigos

Diz que a sua maior paixão ainda é o ténis. Mas escreve como poucos, e estuda como poucos o mercado das motos e dos automóveis: descobriu que tem mais do que um amor. Nos tempos livres tenta sair um bocadinho do mundo das motos e dos automóveis e voltar ao ténis. Mas já lá vai poucas vezes.

Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.

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