A Volkswagen acaba de dar um novo rumo à estratégia na China. Em parceria com a FAW, o construtor alemão reinventou por completo o Jetta, que deixa de ser apenas uma gama de modelos para assumir-se como uma marca dedicada aos automóveis elétricos.
O primeiro resultado desta transformação chama-se M6, uma berlina elétrica que marca o início de uma nova fase para o Jetta e que poderá ser apenas o primeiro de vários modelos destinados a chegar ao mercado nos próximos anos.

Adeus aos motores de combustão
Criada em 2019 pela joint venture entre a Volkswagen e a FAW, o Jetta nasceu com uma missão muito clara: oferecer automóveis acessíveis equipados com motores de combustão para o mercado chinês.
Mas o crescimento dos elétricos na China obrigou a uma mudança de estratégia. A marca confirmou que vai abandonar gradualmente essa filosofia e apostar numa gama composta por cinco modelos elétricos, sendo o M6 o primeiro representante desta nova geração.
Mais do que isso, a Volkswagen admite que o novo Jetta poderá expandir-se para mercados internacionais, deixando em aberto a possibilidade de alguns destes modelos chegarem futuramente à Europa.
Um design mais moderno e desportivo
O M6 rompe completamente com a imagem discreta dos anteriores modelos Jetta. A dianteira apresenta faróis bastante finos unidos por uma assinatura luminosa, enquanto a traseira recebe uma faixa LED que percorre toda a largura do automóvel. A silhueta é marcada por uma linha de tejadilho mais inclinada, aproximando-se do estilo fastback.
As jantes de 18 polegadas, as maçanetas parcialmente embutidas na carroçaria, o tejadilho panorâmico e uma nova frente com entradas de ar de maiores dimensões reforçam o visual mais moderno da berlina.
Nas dimensões, o M6 mede 4,81 metros de comprimento, 1,87 metros de largura e 1,50 metros de altura, contando ainda com uma distância entre eixos de 2,82 metros.

Até 194 CV, mas ainda sem autonomia conhecida
Para já, a Volkswagen revelou apenas parte das especificações técnicas. O M6 estará disponível com duas motorizações elétricas. A versão de acesso contará com 152 cv (113 kW), enquanto a variante mais potente debitará 194 CV (145 kW).
A velocidade máxima varia entre 166 e 172 km/h, dependendo da versão escolhida. Curiosamente, a marca continua sem revelar um dos dados mais importantes: a capacidade da bateria e a autonomia. Essas informações deverão ser divulgadas nas próximas semanas, mais perto do lançamento comercial.

Pode não ficar apenas na China
Apesar de o M6 ter sido desenvolvido a pensar no mercado chinês, a estratégia da Volkswagen deixa antever uma ambição maior.
O novo Jetta está a estudar a expansão para outros mercados, o que significa que estes novos elétricos poderão, no futuro, chegar também à Europa. Se isso acontecer, o M6 poderá tornar-se mais um rival de modelos como o BYD Seal, Xpeng Mona M03 ou o recém-apresentado MG7 elétrico.
Com esta aposta, a Volkswagen procura reforçar a sua presença no maior mercado de veículos elétricos do mundo e, ao mesmo tempo, criar uma marca capaz de competir diretamente com os fabricantes chineses que têm vindo a ganhar cada vez mais protagonismo.
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