Saída de engenheiros na Red Bull pode levar Verstappen a desistir

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A saída em massa de elementos da Red Bull continua a abalar a estabilidade da equipa, com o mais recente abandono a ser o de Michael Manning, engenheiro de controlo do piloto Max Verstappen. Esta vaga de despedimentos levanta dúvidas sobre o futuro do tetracampeão do mundo de Fórmula 1, que poderá estar a ponderar abandonar a competição.

Na temporada de 2023, Verstappen dominou quase todas as corridas, vencendo todas menos três, confirmando a supremacia da Red Bull no campeonato. Contudo, o início da época de 2024 marcou o declínio da equipa, que viu sair figuras-chave como Rob Marshall, diretor de engenharia, e Adrian Newey, diretor técnico, considerado um dos melhores designers da história da modalidade. Estes afastamentos coincidiram com uma perda de desempenho dos carros que Verstappen conduz, agora mais lentos e difíceis de controlar.

A situação agravou-se com falhas técnicas, como os problemas na asa traseira nos Grandes Prémios da Grã-Bretanha e da Áustria, que envolveram o piloto em acidentes. Em paralelo, a equipa viu partir membros essenciais do seu núcleo, incluindo o diretor desportivo Jonathan Wheatley, o chefe de estratégia Will Courtenay e o engenheiro de desempenho Tom Hart. Esta instabilidade interna tem dificultado a recuperação da Red Bull, que perdeu terreno para Mercedes e Ferrari na temporada de 2026.

Michael Manning, responsável pela calibração do lançamento, embraiagem, procedimentos de arranque e integração electrónica no veículo, encerrou uma ligação de 15 anos à Red Bull, tendo permanecido até ao final da temporada de 2024 e presença no Grande Prémio de Abu Dhabi de 2025. Agora, ingressa na Williams como chefe de engenharia de pista, tornando-se o mais recente reforço da equipa britânica.

Perante este cenário, Verstappen afirmou, antes do Grande Prémio da Bélgica, que a saída de Manning não o fará tomar decisões precipitadas sobre a sua carreira. “Não, estamos apenas a olhar para o futuro. Tentando resolver os problemas atuais que temos no carro, mas isso é uma discussão aberta”, afirmou o piloto neerlandês. Destacou ainda a necessidade de seguir em frente e encontrar novos talentos para a equipa. “Às vezes ficamos um pouco desapontados após uma corrida, mas depois voltamos ao trabalho e preparamos os fins de semana seguintes. É assim que sempre trabalhei.”

O impacto do êxodo de pessoal fica ainda mais evidente com a saída de outras figuras influentes, como Christian Horner, antigo diretor da equipa, e Helmut Marko, mentor de Verstappen, ambos fundamentais na carreira do piloto. A recente notícia de que Gianpiero Lambiase, o engenheiro de corrida de Verstappen, também irá juntar-se à McLaren, reforça as especulações sobre possíveis movimentos futuros do piloto.

Com o plantel da Red Bull em constante transformação e o desempenho em queda, o futuro de Max Verstappen na Fórmula 1 permanece incerto. A próxima etapa do campeonato poderá ser decisiva para o rumo do tetracampeão e da equipa que o viu crescer.

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