Fernando Alonso destacou o Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, como o maior desafio na gestão de energia para os pilotos, devido às exigências únicas deste circuito. O piloto explicou que a gestão da energia entre motor de combustão interna e baterias será decisiva para o desempenho na prova.
Alonso, citado pelo racingnews365, revelou que Spa apresenta longas retas onde é necessário gerir cuidadosamente a energia. A regeneração ocorre principalmente no Setor 2, mas os Setores 1 e 3 representam os maiores desafios na divisão equilibrada de potência 50:50 entre o motor térmico e o sistema eléctrico. Utilizar toda a energia disponível entre a Curva 1, conhecida como La Source, e a Curva 5, Les Combes, compromete o resto da volta, deixando os pilotos sem energia adicional para as restantes zonas do circuito. Por isso, é crucial poupar energia nesta fase para garantir a sua utilização entre a Curva 14, Stavelot, e a chicane final do Bus Stop.
O piloto da Alpine sublinhou que a estratégia considerada ideal implica um período prolongado, cerca de um minuto, no Setor 2 sem qualquer uso de energia extra, o que se torna ainda mais complicado este ano devido à redução significativa da potência dos monolugares em comparação com a temporada anterior. “Silverstone e Spa são muito exigentes em termos de energia”, afirmou Alonso. “Não se pode utilizar energia em todas as retas. Na próxima semana, vai ser a mesma coisa. Se utilizarmos a energia em Spa desde a Curva 1 (La Source) até à Curva 5 (Les Combes), fica tudo terminado para o resto da volta. Por isso, é preciso poupar um pouco ali para ter utilização de energia desde a Curva 14 (Stavelot) até à chicane do Bus Stop. Mas se utilizarmos energia nessas duas retas, que é a estratégia ótima, então há um minuto inteiro no setor dois sem qualquer utilização de energia. E, com nenhuma utilização de energia, não podemos esquecer que este ano temos significativamente menos potência do que no ano passado e menos potência do que na Fórmula 2. É esse o caso quando se corta a utilização de energia. Portanto, sim, é um desafio”, concluiu.
Este foco na gestão da energia evidencia as dificuldades técnicas que os pilotos enfrentarão em Spa, um circuito rápido e exigente, onde a eficiência energética será determinante para o resultado final. A capacidade de gerir corretamente a potência entre motor e bateria poderá influenciar decisivamente o desempenho e a estratégia das equipas na próxima prova do campeonato.
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