Lewis Hamilton revelou que a Ferrari ainda demorará “meses” a alcançar a Mercedes em termos de motor, apesar da recente atualização do propulsor da Scuderia. No Grande Prémio da Áustria, a equipa italiana estreou uma nova unidade motriz que superou as expectativas em Silverstone, onde Charles Leclerc conquistou a vitória, depois de Hamilton ter assegurado a pole position na Sprint.
A Ferrari é reconhecida pelo seu chassis de topo, mas o ponto fraco do SF-26 continua a ser o motor, que utiliza um turbo de menor dimensão comparativamente aos rivais. Esta configuração proporciona uma resposta rápida ao acelerar nas saídas das curvas, mas limita a velocidade final nas rectas, situação destacada tanto por Hamilton como por Leclerc. Ambos têm referido que os motores da Mercedes e da Red Bull exibem vantagem clara em termos de velocidade final em percursos com longas rectas.
Hamilton explicou o processo contínuo de desenvolvimento do motor da Mercedes para manter a competitividade. “Quando se trata do motor, não há muito que o piloto possa fazer; são as equipas na fábrica e a sua especialização que descobrem as alterações necessárias para desbloquear o potencial do motor”, afirmou o piloto britânico durante uma conferência de imprensa, incluindo com a RacingNews365.
O tricampeão mundial detalhou ainda que, do lado do piloto, o feedback é constante: “Todas as corridas fazemos o debriefing sobre a condução, a sensibilidade ao acelerar, as mudanças de caixa, as relações de transmissão e o que precisa ser ajustado”. Hamilton sublinhou que estes dados são fundamentais para a equipa poder testar alterações no simulador, procurando ganhos de tempo essenciais.
O piloto da Mercedes comentou também a percepção de falta de energia das baterias no final das rectas, visível nos telemetrias comparativas com Mercedes e Red Bull: “Por vezes parece que falta potência no final da recta, e isso é algo que discutimos. Mas é preciso compreender que o desenvolvimento do motor e a melhoria da fiabilidade levam meses.”
Hamilton enalteceu ainda o trabalho da sua equipa: “A coisa mais incrível é que a equipa construiu um carro e motor fiáveis, e agora podemos evoluir essa base, graças às alterações regulamentares.” Este comentário evidencia a confiança da Mercedes em manter a liderança tecnológica, apesar das investidas da Ferrari.
Com esta atualização e a luta renhida entre as três principais equipas, o campeonato promete intensificar-se nas próximas provas, onde a evolução do motor poderá ser decisiva para definir o rumo da temporada.
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