James Vowles, diretor da Williams, admitiu a desilusão com as atualizações introduzidas no Grande Prémio de Grã-Bretanha, que ficaram muito aquém do necessário para inverter a atual quebra de resultados da equipa. O plantel de Grove esperava um arranque auspicioso nesta nova era, mas a competitividade tem estado muito abaixo do esperado, com as melhorias no carro a não corresponderem às expectativas.
A Williams tem enfrentado problemas relacionados com o peso do monolugar, o que tem resultado em eliminações frequentes na Q1. A equipa não pontua há três corridas consecutivas e apenas numa ocasião nesta temporada ambos os carros conseguiram chegar aos pontos na mesma prova. Para tentar travar esta tendência negativa, a Williams antecipou em duas semanas a introdução de uma nova asa dianteira, trazendo-a para Silverstone em vez de a reservar para Spa-Francorchamps. No entanto, James Vowles reconheceu que o desempenho obtido com esta atualização ficou longe do desejado.
No programa “The Vowles Verdict”, o diretor da equipa fez um balanço rigoroso da situação: “Em Silverstone, trabalhámos diligentemente, dia e noite, para trazer performance ao carro. Penso que, em parte, ajudou, mas ficou muito longe do nível de que precisávamos ou que talvez devêssemos ter alcançado. Para mim, neste momento, isso cria apenas mais vontade e desejo de nos dedicarmos a isto, porque suspeito que há muito mais performance que podemos desbloquear como resultado disso.”
Vowles acrescentou ainda que o trabalho nos próximos dias será intenso, focado na análise dos dados recolhidos para implementar as alterações necessárias para o próximo Grande Prémio: “Mas, neste momento, o trabalho que está a decorrer, nestes próximos sete a catorze dias, passa por analisar aquilo que compreendemos e sabemos, e fazer as alterações necessárias para o próximo grande prémio. Tomamos em consideração tudo o que sabemos, baseado em dados e factos, mas, em contrapartida, criamos também conjuntos de incógnitas, das quais houve várias, e um pouco mais depois de Silverstone do que tínhamos anteriormente.”
A Williams enfrenta um momento crítico na temporada, onde a capacidade de desbloquear mais desempenho no carro será fundamental para evitar que a atual fase negativa comprometa os alicerces que a equipa tem tentado construir. A próxima prova será decisiva para avaliar a resposta da equipa às recentes atualizações e a sua capacidade de regressar à luta pelos pontos.
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