FIA investiga Hulkenberg após incidente na sprint do grande prémio britânico

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Nico Hülkenberg viu-se envolvido numa polémica logo após o final da corrida sprint do Grande Prémio da Grã-Bretanha, depois de os comissários da FIA terem iniciado uma investigação ao piloto da Audi por alegadamente ter saído dos limites da pista na curva Copse e beneficiado dessa manobra. Enquanto Kimi Antonelli, da Mercedes, celebrou a vitória na sprint, Hülkenberg cruzou a meta na 13.ª posição, mas o seu futuro na classificação da prova ficou imediatamente em aberto devido ao incidente sob análise.

Na classificação final da sprint em Silverstone, Antonelli garantiu o primeiro lugar com uma exibição sólida, enquanto Hülkenberg manteve a posição de partida, terminando em 13.º, uma volta atrás do ritmo dos líderes. O seu colega de equipa, Gabriel Bortoleto, caiu do 12.º para o 14.º lugar, agravando um fim-de-semana já complicado para a Audi. A diferença de ritmo entre as equipas de topo e o pelotão ficou evidente, com Antonelli a registar a volta mais rápida em 1:40.843, enquanto Hülkenberg e Bortoleto nunca conseguiram entrar no top 10 em qualquer fase da prova. A decisão dos comissários sobre o incidente de Hülkenberg foi agendada para as 13h00 locais, poucas horas antes do início da qualificação para a corrida principal, marcada para as 16h00.

A importância do momento para a Audi não pode ser subestimada. A equipa alemã encontra-se na sua época de estreia na Fórmula 1 e, apesar de ter somado apenas dois pontos até agora, tem mostrado fiabilidade mecânica e consistência. No entanto, a falta de ritmo e, sobretudo, os maus arranques têm penalizado fortemente as ambições tanto de Hülkenberg como de Bortoleto. O incidente agora sob investigação pode não só custar uma posição a Hülkenberg, como também aumentar a pressão sobre a equipa para resolver problemas recorrentes de performance e estratégia, numa fase em que cada ponto é crucial para a classificação do Mundial de Construtores.

Após a corrida, Gabriel Bortoleto não escondeu a frustração. O brasileiro, que caiu do 12.º para o 14.º lugar, desabafou: “Para mim, foi mais uma corrida assim. Acho que na Áustria conseguimos fazer um arranque decente e, este fim-de-semana, parece que não conseguimos fazer um único arranque ainda. Acho que caí para P16 ou P17 na primeira volta, e recuperar tudo isso é um desastre. Temos de resolver isto. Já se tornou uma tendência ao longo do ano. Espero que encontremos uma solução. Sei que não é fácil, mas começar sempre ali e depois ir para trás, não temos assim tanta vantagem de ritmo para ultrapassar toda a gente o tempo todo. Temos de começar a juntar estas peças. Continuamos a trabalhar.” Também Nico Hülkenberg, questionado sobre o seu arranque, admitiu: “Não foi bom. Acho que ambos tivemos o mesmo problema — pelo menos do que vi do carro. Portanto, há claramente aprendizagens a retirar para amanhã, espero eu.” Estas declarações foram prestadas na zona mista após o final da sprint.

A Audi, apesar dos desafios, tem conseguido evitar problemas mecânicos graves, mas a falta de resultados concretos começa a pesar, sobretudo para Hülkenberg, que permanece entre os quatro pilotos ainda sem qualquer ponto em 2026, juntamente com Lance Stroll (Aston Martin) e os Cadillac de Valtteri Bottas e Sergio Perez. O melhor resultado do alemão este ano foi um 11.º lugar, tanto na China como no Japão, e um 12.º lugar na Áustria na semana passada. Já Bortoleto, responsável pelos únicos pontos da Audi até agora, terminou em nono na Austrália, no arranque da temporada.

Com a qualificação para o Grande Prémio da Grã-Bretanha prestes a iniciar-se, a Audi enfrenta agora o desafio de reagrupar e tentar inverter esta tendência negativa. As decisões dos comissários poderão ter impacto imediato na grelha de partida para a corrida principal, podendo ainda agravar a pressão sobre Hülkenberg. O próximo objetivo é claro: melhorar os arranques e tentar finalmente colocar ambos os carros nos pontos, numa época em que qualquer falha se paga caro num pelotão cada vez mais competitivo. Silverstone poderá ser o palco de uma reviravolta necessária, mas para isso a Audi terá de resolver rapidamente os problemas evidenciados durante a sprint.

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