Elfyn Evans reforçou a liderança no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) depois do Rali da Acrópole, graças às penalizações atribuídas a dois dos seus principais adversários. Adrien Fourmaux, da M-Sport Ford, e Josh McErlean, da Hyundai, foram penalizados em um minuto cada, após os respectivos copilotos não terem apertado devidamente os cintos de segurança durante a prova grega, abrindo caminho para que o piloto galês se mantivesse isolado no topo da classificação.
As infrações regulamentares ocorreram nas especiais 12 e 16 do exigente rali de terra. No caso de Fourmaux, o incidente teve lugar na especial 12, quando o piloto francês parou o seu Ford Puma para substituir um pneu dianteiro direito furado. No desespero de regressar rapidamente à competição, o copiloto Alexandre Coria não apertou corretamente o cinto de segurança antes de arrancarem, o que foi posteriormente detetado pelos comissários. McErlean viu a sua penalização surgir na especial 16, depois de a equipa técnica verificar imagens on-board que confirmavam o mesmo erro do seu navegador. Os comissários desportivos decidiram aplicar a ambos os pilotos uma penalização de um minuto, que teve impacto direto nas suas posições finais.
Com este desenrolar, Elfyn Evans, ao volante do Toyota Yaris WRC da Toyota Gazoo Racing, terminou a prova na segunda posição, atrás de Thierry Neuville (Hyundai), mas viu a sua liderança no campeonato consolidar-se. Evans terminou a corrida com um tempo total de 3h10m42,7s, a 28,1 segundos de Neuville, mas crucialmente à frente de Ott Tänak (Hyundai), que completou o pódio. Adrien Fourmaux, com a penalização, caiu para o sexto posto da geral, enquanto McErlean ficou fora do top 10. Esta decisão teve consequências diretas na luta pelo título, aumentando a vantagem de Evans para 18 pontos face ao segundo classificado, Kalle Rovanperä, que abandonou devido a problemas mecânicos.
A importância destas penalizações vai para lá do resultado imediato do Rali da Acrópole. Numa fase decisiva da temporada, qualquer deslize pode custar pontos cruciais, e a rigidez dos regulamentos de segurança foi mais uma vez sublinhada pela direção de prova. Evans afirmou no final da prova: “Sabíamos que era fundamental manter a consistência e evitar erros. Esta corrida foi um verdadeiro teste à nossa concentração, principalmente nas especiais mais técnicas.” Já Fourmaux, visivelmente desapontado, explicou: “Foi uma situação infeliz. O nosso foco estava em voltar rapidamente à corrida após o furo, mas cometemos um erro que nos custou caro. Aceitamos a decisão dos comissários e vamos aprender com isto.” McErlean também reagiu: “É frustrante perder posições desta forma, mas as regras são para cumprir e assumimos a responsabilidade.”
Para a Toyota, o resultado da Grécia representa um passo importante rumo ao título de construtores, beneficiando das dificuldades das equipas rivais. O chefe de equipa da Toyota, Jari-Matti Latvala, comentou: “O Rali da Acrópole é sempre imprevisível e sabíamos que a fiabilidade seria determinante. O Elfyn fez um trabalho exemplar e aproveitou as oportunidades quando elas surgiram.”
O campeonato segue agora para o Rali do Chile, onde a luta pelo título promete intensificar-se ainda mais. Evans parte para a América do Sul com uma vantagem confortável, mas a pressão aumenta sobre Rovanperä, Neuville e Tänak, que continuam a sonhar com a reviravolta. O desfecho da prova grega recorda a todos os intervenientes que, no WRC, a atenção ao detalhe e o cumprimento rigoroso dos regulamentos podem ser tão decisivos como a velocidade ao volante. Faltando apenas três provas para o final da época, cada ponto será disputado ao milímetro e qualquer erro, por mais pequeno que pareça, pode custar caro na luta pelo título mundial.
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