George Russell reduz vantagem de Kimi Antonelli após triunfo no GP da áustria

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George Russell voltou a saborear a vitória no Grande Prémio da Áustria, quebrando um jejum que durava desde a ronda inaugural em Melbourne e reduzindo significativamente a vantagem de Kimi Antonelli no topo da classificação do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2026. Numa corrida marcada por múltiplas estratégias e momentos de tensão em Spielberg, Russell cruzou a linha de meta com uma vantagem sólida, relançando a luta pelo título e reacendendo as esperanças da Mercedes numa temporada que parecia cada vez mais inclinada para o jovem prodígio italiano.

O piloto britânico da Mercedes completou as 71 voltas ao Red Bull Ring em 1:22:13.401, terminando com 5,8 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Lewis Hamilton, da Ferrari, e 7,2 segundos à frente de Kimi Antonelli, que fechou o pódio. Este resultado permite a Russell recuperar a segunda posição no campeonato de pilotos, somando agora 196 pontos, apenas 40 atrás de Antonelli, que lidera com 236. Hamilton, apesar do segundo lugar, caiu para terceiro na classificação, com 192 pontos. A volta mais rápida da corrida foi assinada por Lando Norris (McLaren), com 1:07.984, demonstrando o ritmo competitivo de múltiplas equipas.

O resultado deste Grande Prémio ganha um peso acrescido no contexto do campeonato, dado que Antonelli parecia caminhar de forma imparável para um domínio absoluto, depois de ter conquistado cinco vitórias consecutivas no início da carreira, um feito inédito na história da Fórmula 1. Há apenas três semanas, após o triunfo em Monte Carlo, o italiano detinha uma vantagem de 68 pontos sobre Russell, e a consistência parecia ser a sua maior arma. No entanto, a inesperada desistência de Antonelli em Barcelona, devido a problemas técnicos, abriu uma janela de oportunidade que Russell soube aproveitar, conquistando um segundo lugar em solo catalão e, agora, a vitória na Áustria, relançando as contas do título.

No final da corrida, George Russell não escondeu o alívio e admitiu as dificuldades atravessadas desde Melbourne: “Parece que Melbourne foi há muito tempo, para ser honesto”, confessou o britânico. “Têm sido meses duros, com corridas muito complicadas, em que parecia que tudo estava contra mim, além de algumas provas em que o desempenho foi mesmo difícil. Obviamente, tenho um colega de equipa incrível ao meu lado, que semana após semana entrega prestações espectaculares.” Russell acrescentou ainda, referindo-se ao ponto de viragem recente: “Chegar a Barcelona a partir de um ponto tão baixo exigiu muita resiliência para conseguir regressar e entregar boas prestações. Por isso, conquistar as duas últimas pole positions e vencer aqui este fim de semana, especialmente num circuito que não me favorece particularmente, deixa-me mesmo muito orgulhoso.”

Apesar da vitória, Russell mostrou-se cauteloso quanto às expectativas para o próximo Grande Prémio: “Tenho muita confiança em mim próprio, sei que sou capaz. Tenho menos confiança em conseguir alinhar tudo – carro, afinação e pneus – porque tem sido uma montanha-russa para mim. Mesmo este fim de semana, houve momentos em que estava a seis décimos do Kimi, e depois, na Q3, fiquei dois décimos à frente. Sinceramente, não tenho uma grande explicação para isso.” O britânico sublinhou ainda a importância de voltar a encontrar o equilíbrio ideal para ser consistente: “Aquelas voltas em que consegui conquistar a pole, o carro e os pneus pareciam muito mais próximos do que tive no ano passado, quando era capaz de entregar essas prestações volta após volta. Vou trabalhar arduamente com a equipa para tentar replicar isso.”

O próximo palco do Mundial é Silverstone, palco do emblemático Grande Prémio da Grã-Bretanha, que este ano contará com formato Sprint. A expectativa está em alta, tanto pelo ambiente electrizante do público britânico como pela necessidade de Russell capitalizar o momento e manter a pressão sobre Antonelli, que apesar do revés em Barcelona e do pódio “modesto” na Áustria, continua a mostrar-se o adversário mais regular e veloz desta geração. A luta pelo título está reaberta, com as três primeiras posições separadas por menos de 50 pontos, e a promessa de mais emoções nesta recta intermédia do campeonato. A Ferrari tentará contrariar o domínio da Mercedes, enquanto McLaren e Red Bull procuram regressar à luta pelas vitórias. Com Silverstone à porta, a temporada 2026 promete continuar a surpreender e a apaixonar os adeptos do automobilismo em Portugal e no mundo.

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