Neuville lidera Rali da Grécia com Ogier e Armstrong a pressionar

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Thierry Neuville assumiu o comando do Rali da Acrópole na Grécia, terminando a manhã de sexta-feira com uma vantagem de 11 segundos sobre Sébastien Ogier, enquanto Jon Armstrong, da M-Sport, fecha o top 3. A manhã foi marcada por várias reviravoltas, com estratégias de pneus e incidentes a influenciar a tabela classificativa da ronda grega do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), disputada nas exigentes pistas de terra em redor de Itea.

Ogier, ao volante do Toyota, foi o mais rápido na superespecial de quinta-feira, garantindo a liderança provisória antes dos concorrentes embarcarem no ferry de Corinto para Itea. No entanto, a ordem de partida revelou-se decisiva nas especiais de sexta-feira, com Neuville (Hyundai) e Adrien Fourmaux (Hyundai) a aproveitarem o seu posicionamento para se destacarem. Fourmaux foi o primeiro a vencer uma especial na manhã, mas Neuville rapidamente recuperou o comando, relegando Ogier para trás.

A segunda especial voltou a sorrir a Fourmaux, que se impôs e garantiu uma vantagem de 1,2 segundos sobre Neuville, abrindo um fosso de 14,1 segundos para Ogier. O francês da Toyota admitiu: “O Adrien está a adoptar uma abordagem de risco diferente da minha”, sugerindo que a luta interna na Hyundai estava a aquecer. No entanto, a sorte virou na última especial da manhã (SS4) quando Fourmaux sofreu um furo no pneu dianteiro direito, perdendo cerca de meio minuto e descendo ao quarto lugar. “O desgaste dos pneus estava aceitável, mas não faço ideia do motivo do furo. Não houve nenhum impacto forte, mas há tantas pedras soltas que estas coisas acontecem. Faz parte da vida”, lamentou Fourmaux no final da especial.

Ogier respondeu de forma categórica na especial de Stiri, a única do dia igual ao traçado de 2025, sendo o mais rápido com uma vantagem de 1,9 segundos, ficando a 11 segundos de Neuville. O líder da prova, por seu lado, igualou o segundo melhor tempo com Armstrong na SS4 e explicou: “Foi bastante renhido no final, com o desgaste dos pneus. Se calhar devia ter começado com seis novos esta manhã, mas não esperava que estivesse tão duro. Vai ser um fim de semana muito longo, por isso é preciso manter a cabeça fria e desfrutar da condução”, afirmou Neuville, ciente das exigências do percurso grego.

Jon Armstrong, da M-Sport, está a 21,2 segundos do topo, mantendo uma margem de 7,3 segundos sobre Fourmaux. O britânico não brilhou na SS2 (oitavo melhor tempo), mas esteve sempre no top 3 nas restantes especiais. “Sabíamos que, com a nossa posição na estrada, tínhamos de aproveitar. É bom ver que as coisas estão a correr a nosso favor”, comentou Armstrong, confiante para o que resta do rali.

Sami Pajari, que chegou a rodar no top 5, perdeu posições após um momento insólito na SS4, em que parou brevemente e pareceu estar a apertar os cintos. “Aconteceu algo estranho, preciso de perceber o que se passou. Peço desculpa, mas não sei”, confessou o jovem piloto da Toyota. Josh McErlean e Mārtiņš Sesks, ambos da M-Sport, terminaram com pneus delaminados, separados por apenas 1,5 segundos na tabela.

O líder do campeonato, Elfyn Evans, teve uma manhã para esquecer, a abrir as estradas e a perder 1m18.6s para Neuville, ocupando o nono posto, logo atrás de Takamoto Katsuta, que está 23 segundos à frente. “A manhã foi pior do que esperávamos e já sabíamos que ia ser dura, portanto não está a ser nada fácil lá fora”, admitiu Evans. “A tarefa de limpar a estrada é horrível.”

Entre os prejudicados pelos furos estiveram ainda Oliver Solberg e Dani Sordo, ambos a perderem tempo precioso: Solberg teve um furo à frente na SS2, enquanto Sordo teve de parar para trocar um pneu na SS3, encontrando-se agora em 10.º e 11.º, respectivamente.

Com o Rali da Acrópole ainda longe do fim e muitas especiais duras pela frente, o equilíbrio entre gestão de pneus, estratégia e resistência promete baralhar ainda mais as contas do campeonato. Neuville, determinado, reforça o seu estatuto de candidato ao título, enquanto Ogier procura recuperar terreno. A próxima etapa, com especiais ainda mais longas e traiçoeiras, pode ser decisiva para o desfecho da ronda grega e para as aspirações dos principais candidatos ao título mundial.

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