Russell lança pressão sobre Antonelli antes do GP da áustria de F1

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O embate decisivo entre George Russell e Kimi Antonelli promete acender ainda mais o ambiente do Grande Prémio da Áustria, depois de uma reviravolta em Barcelona que relançou as contas do Mundial de Fórmula 1. O britânico da Mercedes recuperou 18 pontos ao líder do campeonato após um infortúnio técnico que afastou Antonelli da luta, abrindo espaço para Russell relançar a perseguição no Red Bull Ring — palco onde já subiu ao lugar mais alto do pódio em 2022 e onde procura repetir a dose para pressionar ainda mais o jovem prodígio italiano.

No rescaldo do Grande Prémio da Catalunha, Russell terminou à frente de Lewis Hamilton e de um frustrado Antonelli, capitalizando o abandono do colega de equipa. Russell completou as 66 voltas de Montmeló com um tempo de 1h28m25,572s, enquanto Hamilton, também da Mercedes, cortou a meta 4,8 segundos depois. Antonelli, que até então imprimia um ritmo superior e já tinha ultrapassado Russell em pista, foi obrigado a desistir a poucas voltas do fim devido a um problema mecânico, permitindo à Ferrari de Charles Leclerc encurtar distâncias na classificação.

Com esta vitória, Russell encurtou a diferença para Antonelli no topo do Mundial, estando agora a meros 12 pontos do italiano, numa altura em que o campeonato entra numa fase decisiva. A rivalidade interna na Mercedes atinge um novo patamar, com ambos os pilotos a disputar cada metro da pista, enquanto a Ferrari se mantém sempre à espreita para aproveitar qualquer deslize. A hipótese de ordens de equipa voltou a ser tema quente, lançada pelo diretor Toto Wolff após Barcelona, numa tentativa de evitar que lutas internas beneficiem os rivais de Maranello.

Na conferência de imprensa antes do Grande Prémio da Áustria, George Russell não deixou margem para dúvidas quanto à prioridade da Mercedes: “Acredito que está claro que a vitória da equipa é sempre o mais importante. Não interessa qual de nós cruza a meta em primeiro lugar. No Canadá, eu e o Kimi lutámos bastante, mas os adversários estavam longe e a vitória nunca esteve em perigo. Em Barcelona, com o Lewis também na luta e a Virtual Safety Car a favorecê-lo, ficámos numa situação em que, ao batalharmos entre nós, poderíamos ter dado a vitória à Ferrari. É nestes momentos que temos de ser inteligentes enquanto colegas de equipa e é muito claro que o objectivo da equipa é vencer a corrida, independentemente de quem seja”, sublinhou o britânico.

Russell aproveitou ainda para fazer um balanço da sua prestação recente: “Na sexta-feira e no sábado em Barcelona senti-me muito satisfeito com o carro, especialmente depois de um período complicado, tanto por factores fora do meu controlo como por outros sob a minha responsabilidade. Levei uma abordagem mais simples e fui rápido na qualificação. Infelizmente, na corrida tivemos um problema na asa dianteira que nos prejudicou bastante e permitiu à Ferrari capitalizar. O importante é continuarmos a dar pequenos passos em frente com este monolugar, com os pneus novos e o acerto do carro, para extrair o máximo em cada fim-de-semana. Estou confiante e entusiasmado para as próximas corridas”, garantiu o piloto da Mercedes.

O duelo entre Russell e Antonelli está a tornar-se o grande foco do Mundial, sobretudo numa altura em que a Ferrari ameaça intrometer-se na luta, aproveitando qualquer hesitação dos homens da Mercedes. O Red Bull Ring, com as suas longas retas e zonas de aceleração máxima, é tradicionalmente favorável à Mercedes, mas a consistência de Antonelli e a crescente competitividade da Ferrari prometem um fim-de-semana de emoções fortes.

Com o campeonato ao rubro, a próxima ronda na Áustria será decisiva para perceber se Russell confirma o regresso à luta pelo título ou se Antonelli consegue manter a liderança e abalar a confiança do britânico. A luta pelo topo ganha novos contornos a cada prova, com tudo em aberto e a Ferrari pronta para aproveitar qualquer oportunidade. O Mundial de Fórmula 1 entra assim numa fase de tudo ou nada, onde cada ponto pode fazer a diferença e cada decisão estratégica pode definir o campeão de 2024.

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