Jack Doohan revela choque pela saída da Alpine F1 e mudança para Haas

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Jack Doohan viu-se afastado da Alpine de forma inesperada, num verdadeiro “choque ao sistema” que apanhou o paddock de surpresa e deixou o jovem australiano a repensar a sua carreira na Fórmula 1. Depois de ter sido apontado como aposta do construtor de Enstone para 2025, e de ter alimentado o sonho de uma estreia a tempo inteiro, Doohan acabou por ser preterido a favor de Franco Colapinto, numa reviravolta marcada por movimentações internas e preferências de bastidores.

O desfecho tornou-se claro após o Grande Prémio de Miami, quando Colapinto foi promovido a piloto de reserva e, pouco depois, confirmado como parceiro de Pierre Gasly a partir de Imola, relegando Doohan para um papel secundário. O australiano, que tinha integrado a academia de jovens pilotos da Alpine desde 2022, ainda teve a oportunidade de pilotar no fecho da temporada de 2024 em Abu Dhabi, substituindo Esteban Ocon. No entanto, a chegada do argentino, apadrinhado por Flavio Briatore, acabou por precipitar a mudança, deixando Doohan sem lugar nas escolhas para 2025. Com tempos de volta competitivos, mas sem a confiança total da estrutura, viu a porta fechar-se antes sequer de abrir por completo.

Este episódio não só alterou a trajetória imediata de Doohan como também teve implicações significativas na luta interna da Alpine, onde a pressão para mostrar resultados e a influência dos conselheiros de topo, como Briatore, continuam a moldar o destino dos pilotos. A decisão de apostar em Colapinto, que rapidamente conquistou os responsáveis com prestações sólidas nos treinos e simulador, demonstra bem a volatilidade que caracteriza o mercado de pilotos na Fórmula 1. Com esta troca, a Alpine procura revitalizar a equipa e reaproximar-se dos lugares cimeiros do Mundial de Construtores, enquanto Ocon prepara a sua saída, tornando o ambiente ainda mais competitivo.

Em entrevista ao podcast “Pit Talk” da Fox Sports, Jack Doohan não escondeu o desalento: “Foi obviamente uma fase estranha. Foram 12 meses muito peculiares a conquistar aquele sonho, com um contrato de três anos — nunca estás seguro”, referiu o piloto, detalhando o impacto psicológico do processo. “Achei que estava numa posição forte, mesmo com todo o ruído à volta e a imprensa. Estava concentrado no meu trabalho, apesar de isso afetar sempre de alguma forma, sobretudo à medida que o tempo passa. Sentia-me relativamente satisfeito, por isso foi mesmo um choque ao sistema.” Doohan explicou ainda que sentiu sempre a “cenoura” à frente, com oportunidades prometidas em incrementos, mas sem concretização: “Nunca parecia que o regresso era tão distante — pelo menos era essa a sensação inicial. Foi mais perto de Zandvoort, já no final das férias de verão, em agosto, que percebi que não ia voltar a entrar no carro naquela época e tive mesmo de ponderar os próximos passos”, confessou.

Perante a incerteza, Doohan decidiu abraçar novos desafios, assumindo funções de piloto de reserva da Haas e participando de forma permanente no European Le Mans Series com a Nielsen Racing, na categoria LMP2. Apesar de um início difícil fora da Fórmula 1 — perdeu uma potencial vaga na Super Fórmula japonesa depois de três acidentes em três dias de testes em Suzuka —, o australiano mostra-se agora mais descontraído quanto ao futuro. “É certamente um pouco diferente. É difícil de explicar, mas não estou, digamos, a forçar nada”, disse. “Obviamente é uma posição diferente, já não sou só um jovem à procura de uma oportunidade. Agora estou focado no que posso controlar: dar o meu melhor sempre que estou junto à pista, aproveitar as oportunidades quando surgem e não me preocupar tanto com o ruído exterior. Se conseguir voltar a entrar num carro, seria fantástico, mas há muitos factores a pesar. Não estou tão obcecado, acho que há boas oportunidades, mas já não é tudo ou nada como antes.”

Neste momento, Doohan ocupa o nono lugar do campeonato LMP2 no European Le Mans Series, ao volante do carro #24, com a próxima corrida — as 4 Horas de Imola — agendada para 5 de Julho. O seu desempenho constante no ELMS e o envolvimento direto com a Haas mantêm-no no radar da Fórmula 1, mesmo que as portas da Alpine se tenham fechado. O campeonato segue agora para o exigente traçado italiano, onde Doohan terá nova hipótese de mostrar serviço e, quem sabe, atrair atenções para um eventual regresso à elite dos monolugares. No xadrez da Alpine, a aposta em Colapinto será testada sob pressão, enquanto Gasly assume cada vez mais protagonismo na tentativa de devolver a equipa à luta pelos pontos. O destino de Doohan, por agora, passa por consolidar-se como um piloto polivalente, atento às oportunidades que o universo do desporto motorizado europeu lhe possa oferecer.

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