Hyundai mantém futuro em aberto no WRC para 2027

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A incerteza paira sobre o futuro da Hyundai no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), numa altura em que a Toyota se encontra já a desenvolver o seu novo carro para os regulamentos de 2027 e a marca coreana mantém todas as opções em aberto para a próxima era da disciplina. Com rumores constantes sobre a possível saída da Hyundai do WRC, a especulação adensa-se quanto ao papel que poderá desempenhar nos próximos anos, numa altura em que se assiste a uma redefinição das regras e a uma maior aposta noutras áreas do automobilismo.

A Toyota é, para já, o único construtor actual do WRC a investir activamente num novo protótipo para a regulamentação de 2027, ao passo que a Hyundai, que compete na disciplina desde 2014 com vários modelos i20 World Rally e Rally1, ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a continuidade no escalão principal. O director desportivo da Hyundai, Andrew Wheatley, esclareceu que “tudo continua em aberto” relativamente ao futuro da marca no campeonato, indicando que, embora não haja planos para um novo Rally1 já no próximo ano, se mantém a possibilidade de apostar num programa Rally2. “Todos estamos a trabalhar arduamente para perceber quais as oportunidades à medida que avançamos e para entender exactamente como será 2027”, afirmou Wheatley, acrescentando: “Não haverá um Hyundai Rally1 nos troços do próximo ano, mas poderá haver uma presença oficial com um Rally2?”

Actualmente, os pilotos de Rally1 da Hyundai têm estado envolvidos no desenvolvimento do i20 Rally2, aproveitando também para testar os pneus Hankook que equipam os actuais carros do campeonato. Isto faz parte de uma estratégia para manter a marca activa e competitiva, apesar das limitações impostas pelos novos regulamentos e pelo calendário apertado para o desenvolvimento de um novo modelo Rally1. Segundo Wheatley, “obviamente, não podemos ter um carro novo. Um novo carro WRC, isso não é uma opção. E é uma questão de perceber como vamos apresentar e o que vamos apresentar à administração como oportunidade para avançar”, declarou, sublinhando o empenho da equipa, mas reconhecendo a ausência de novidades no imediato: “Mas, de certeza, todos estão a trabalhar arduamente. Não há, para já, mais desenvolvimentos.”

Quando questionado sobre a hipótese de uma equipa privada manter a ligação da Hyundai ao WRC através de um Rally2, Wheatley foi peremptório: “Acho que todas as opções continuam em cima da mesa neste momento. E penso que precisamos de perceber quais são as oportunidades e o potencial… neste momento, nada está fora de questão. Estamos apenas a analisar todas as hipóteses possíveis. Tudo permanece em aberto.”

No panorama geral do WRC, para além da Toyota, também a Project Rally One e a WRT Rally1 Spain já anunciaram planos para desenvolver novos carros para 2027, apostando numa performance mais próxima dos actuais Rally2 do que dos actuais topo de gama. A expectativa é que a diferença de performance entre os dois escalões se reduza significativamente, embora persista a dúvida sobre o real equilíbrio competitivo entre eles. Por outro lado, a M-Sport, a outra equipa actual de Rally1, deverá apostar num programa com o já conhecido Fiesta Rally2, procurando assim manter a sua presença no campeonato com um investimento mais controlado.

Estas indefinições têm um peso significativo no contexto do WRC. A eventual saída da Hyundai do escalão principal deixaria a Toyota como único construtor de fábrica, colocando em causa a competitividade e a atractividade do campeonato. Com a Hyundai a diversificar a sua aposta no automobilismo, nomeadamente através da entrada da Genesis nas provas de endurance, o futuro da marca nos ralis mundiais depende agora da estratégia global do grupo e do retorno mediático e comercial que o WRC poderá continuar a oferecer.

A próxima prova do campeonato poderá clarificar a posição da Hyundai, sendo aguardada com expectativa qualquer decisão da administração. Caso se confirme uma aposta em força no Rally2, a Hyundai manter-se-á relevante no panorama internacional e poderá preparar, a médio prazo, um regresso ao patamar máximo dos ralis, caso as condições se revelem favoráveis. Até lá, todas as hipóteses estão em aberto e o mundo dos ralis observa atentamente os próximos passos do construtor coreano, num momento crucial para o futuro da modalidade.

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