Hamilton acredita que Ferrari pode chegar ao topo da fórmula 1 em 2026

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Lewis Hamilton voltou a colocar a Ferrari em destaque ao garantir mais um segundo lugar consecutivo, desta vez com os olhos postos no Grande Prémio de Barcelona-Catalunha. O britânico, que se transferiu para a Scuderia em 2025, acredita firmemente que a equipa tem potencial para atingir um “lugar mágico” no topo da Fórmula 1, embora reconheça que o actual nível demonstrado em 2026 ainda está aquém das ambições do Cavallino Rampante.

No rescaldo de uma época de transição e dificuldades em 2025, Hamilton chega à sétima ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2026 ocupando a segunda posição no Mundial de Pilotos, apenas atrás de Kimi Antonelli, da Mercedes, que lidera com autoridade após vencer as últimas cinco provas. Na tabela de Construtores, a Ferrari consolidou o segundo posto com pódios em cinco das seis corridas já disputadas, sempre atrás da Mercedes, que soma seis vitórias e seis pole positions, mantendo-se como a força dominante do início da nova era regulamentar.

Os resultados recentes, com Hamilton a terminar sempre a menos de dez segundos do vencedor, demonstram uma Ferrari mais competitiva e consistente. No entanto, a diferença pontual para Antonelli é substancial – 66 pontos separam o piloto britânico do jovem prodígio da Mercedes –, e as melhorias no monolugar vermelho, apesar de visíveis, ainda não foram suficientes para ameaçar o domínio da equipa alemã. O Grande Prémio de Barcelona-Catalunha apresenta-se, assim, como nova oportunidade para a Ferrari reduzir a diferença e, eventualmente, relançar a luta pelo título.

Hamilton mostrou-se determinado e optimista na antevisão à prova espanhola, sublinhando o espírito combativo que trouxe para Maranello: “A minha abordagem é de ataque total, entrega total, sempre a tentar galvanizar a equipa e empurrar na direcção certa”, afirmou o britânico após as sessões de treinos livres. “Acho que temos uma Estrela do Norte, sabemos para onde queremos ir. Chegar lá exige muito trabalho, não é tão simples como corrigir algo de uma semana para a outra. Se todos remarmos na mesma direcção com a mesma força, acredito que podemos chegar a um lugar verdadeiramente mágico.”

Apesar do progresso, Hamilton reconheceu que bater a Mercedes será tudo menos fácil: “Vai ser difícil superar a Mercedes e estamos a trabalhar no sentido de nos focarmos em nós próprios e melhorar a cada fim-de-semana. Este é apenas o início, claramente. Vindo de um ano difícil, ver as mudanças e a evolução para esta temporada é muito positivo, mas ainda não chegámos onde queremos. Temos mais para dar, temos mais melhorias para fazer. Existimos para ganhar, e não por defeito, mas sim pelo desempenho puro e compromisso – é para isso que trabalhamos todos os dias.”

Questionado sobre a possibilidade de recuperar a diferença no campeonato, Hamilton admitiu que o motor Ferrari ainda está em desvantagem, apesar das duas actualizações permitidas esta época ao abrigo dos regulamentos ADUO. Contudo, acredita que a equipa pode recuperar terreno noutros aspectos: “No que toca ao título, ainda podemos superar os outros pela forma como desenvolvemos o carro. O nosso pacote aerodinâmico é muito bom. Temos de duplicar esforços, garantir que estamos sempre um passo à frente no desenvolvimento para conseguirmos ser mais rápidos em curva e compensar o que perdemos em velocidade de ponta. Podemos reduzir o arrasto, melhorar a eficiência – nunca se pode dizer nunca. Vou continuar a dar tudo até ao fim”, garantiu o heptacampeão mundial.

A Ferrari prepara-se agora para enfrentar um dos traçados mais técnicos do calendário, onde a evolução do SF-26 será posta à prova contra um Mercedes W15 que parece imbatível. Com George Russell a não pontuar nas últimas duas corridas, Hamilton ascendeu ao segundo lugar do campeonato, mas a pressão mantém-se, tanto dos adversários como das expectativas internas.

O calendário prossegue com o Grande Prémio da Áustria, onde a Ferrari promete introduzir novas evoluções já em análise nos simuladores de Maranello. A luta pelo campeonato permanece em aberto, mas para Hamilton e a Ferrari o objectivo é claro: aproximar-se da Mercedes, desafiar o domínio germânico e, quem sabe, transformar a promessa de um “lugar mágico” em realidade até ao final da temporada.

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