Lewis Hamilton revelou entusiasmo com a chegada do novo engenheiro de corrida Carlo Santi, uma mudança que promete virar a página de uma temporada inicial complicada na Ferrari. Depois de um ano marcado por dificuldades de comunicação com o antigo engenheiro Riccardo Adami, o piloto britânico parece finalmente encontrar o ritmo ideal para extrair o máximo do SF-23.
A experiência de Hamilton na Ferrari em 2023 foi marcada por tensões evidentes nas comunicações rádio, desde o GP da Austrália até Abu Dhabi. O relacionamento conturbado com Adami, que acompanhou Carlos Sainz antes de Hamilton, gerou momentos de frustração, visíveis para o público através das transmissões oficiais da Fórmula 1. Contudo, durante o inverno, a mudança foi decidida: Adami foi transferido para uma função na academia da Ferrari, cedendo o lugar a Carlo Santi, inicialmente numa posição interina.
O impacto da troca já é sentido no desempenho do piloto de 41 anos, que após conseguir um segundo lugar no GP do Canadá não poupou elogios a Santi. “Escolhi uma configuração diferente este fim de semana, analisando os dados e trabalhando muito bem com o meu engenheiro. Ele é absolutamente fantástico e estou a adorar trabalhar com ele”, confessou Hamilton. O britânico destacou também a contribuição do seu segundo engenheiro, que o ajudou a “extrair mais desempenho do carro e encontrar um ponto muito mais favorável”.
Hamilton sublinhou que, finalmente, conseguiu atacar todas as curvas com confiança. “Fiz muitas alterações que tive de pedir, e Fred [Vasseur] tem sido super solidário, a mover montanhas para me deixar confortável. Finalmente isso está a refletir-se no meu desempenho. Obrigado à equipa”, acrescentou, mostrando otimismo quanto à nova dinâmica.
Ainda assim, Hamilton admitiu que o estatuto provisório de Santi levanta desafios para a consistência ao longo da temporada. “Foi uma decisão difícil afastar o Riccardo, que se esforçou muito e mostrou muita paciência num ano complicado para todos nós. Mas a solução que tenho agora é a curto prazo, apenas para algumas corridas, e no início da temporada isso implica mais mudanças e ter de me adaptar a uma nova pessoa. É prejudicial para mim, porque quero começar a época com uma equipa estável, que me acompanhe nas dificuldades e sucessos”, esclareceu o piloto.
Fred Vasseur, chefe da equipa, elogiou a prestação de Hamilton no Canadá, realçando a sua capacidade de “pressionar do início ao fim, mesmo em condições muito difíceis”. “Foi uma performance muito forte. Se perdesse potência, era complicado recuperar, mas ele manteve a confiança e fez um fim de semana sólido, com uma corrida forte”, referiu Vasseur, sublinhando a clareza dos objetivos da Ferrari e a determinação do grupo.
Esta mudança na estrutura técnica pode ser o catalisador que Lewis Hamilton precisava para revitalizar a sua campanha na Ferrari, numa temporada onde cada detalhe conta para desafiar os líderes. A combinação entre o talento do piloto e a nova abordagem de Carlo Santi poderá ser o ingrediente-chave para transformar dificuldades em vitórias, numa luta que promete animar a Fórmula 1 em 2024.
