Hamilton surpreende e abdica do simulador na Ferrari

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Lewis Hamilton surpreende no mundo da Fórmula 1 ao revelar que abandonou o uso do simulador da Ferrari como ferramenta principal de preparação para as corridas. Esta decisão vem na sequência dos seus dois melhores desempenhos com a equipa italiana, ambos registados em fins-de-semana onde o piloto britânico optou por não recorrer ao equipamento virtual. Após um início de temporada 2025 marcado por dificuldades e resultados aquém das expectativas, Hamilton parece encontrar um novo rumo para recuperar o seu lugar no topo.

O piloto, que trocou a Mercedes pela Ferrari no início de 2025, enfrentou uma fase de adaptação complicada, sem conseguir subir ao pódio nas corridas principais durante a sua primeira época, conquistando apenas uma vitória numa corrida sprint em Xangai. No entanto, 2026 trouxe uma viragem positiva, com Hamilton a garantir um pódio no Grande Prémio da China, em março, seguido de um segundo lugar destacado no Grande Prémio do Canadá. Curiosamente, ambos os sucessos aconteceram em fins-de-semana em que Hamilton não utilizou o simulador na preparação, uma coincidência que o próprio piloto não hesitou em destacar.

Lewis Hamilton explicou a sua perspetiva sobre a utilização do simulador, admitindo que, embora seja uma ferramenta poderosa, não a considera essencial para a sua preparação. “O simulador… tenho a certeza de que o utilizarei em algum momento. Penso que o que poderia ser útil é, por exemplo, fazer a correlação com este fim-de-semana para perceber onde está a falhar. Só eu e o Charles é que conseguimos conduzir o carro. Por isso, a vantagem de algo como poder conduzir o carro real, voltar à fábrica e dizer: ‘É assim na realidade. Estas são as coisas que nos estão a falhar’, para que possamos melhorá-lo”, afirmou Hamilton, destacando a importância da interação direta com o carro real para o desenvolvimento da máquina.

O piloto britânico continuou, realçando a sua preferência pela experiência prática em detrimento da tecnologia: “Estou sempre disponível para ajudar a equipa a avançar e a desenvolver o carro. Agora, se vou usá-lo para me preparar para outra corrida? Provavelmente não. Há demasiados riscos. Se olhar para as duas melhores corridas que tive, não usei o simulador. E foi honestamente assim. Praticamente em todos os campeonatos anteriores, exceto talvez em 2008, não usei o simulador. Por isso não é uma necessidade. É uma ferramenta que pode ser poderosa. Mas para mim, sou da velha guarda. Provavelmente sou melhor sem ele.”

Esta declaração inesperada de Lewis Hamilton lança um novo olhar sobre as estratégias de preparação na Fórmula 1, onde a tecnologia é frequentemente vista como indispensável. O veterano piloto britânico parece apostar na intuição e na experiência acumulada para recuperar o seu desempenho e voltar a lutar pelos lugares cimeiros no campeonato. A Ferrari, por sua vez, terá agora o desafio de equilibrar a inovação tecnológica com as preferências do seu piloto estrela, numa temporada que promete ser decisiva para ambos.