Um dos grandes eventos de Portugal arranca hoje – A 59.ª edição do Rali de Portugal

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Portugal volta a ser o centro do mundo dos ralis. A 59.ª edição do Rali de Portugal arranca hoje em Baltar com o shakedown, e durante quatro dias as serras portuguesas vão transformar-se num palco de adrenalina, velocidade e espetáculo para milhares de adeptos que já fazem deste evento um dos mais aguardados do calendário do Campeonato do Mundo. São 1874,58 quilómetros no total, 344,91 cronometrados em 23 classificativas, 70 equipas inscritas e um favorito que paira sobre tudo e todos como uma sombra comprida e implacável: Sébastien Ogier.

O francês da Toyota venceu esta prova por sete vezes. Nenhum outro piloto na história do automobilismo mundial conseguiu dominar o Rali de Portugal com tamanha regularidade. Markku Alen e Hannu Mikkola têm cinco e três vitórias respetivamente, mas Ogier está numa categoria à parte quando se fala desta prova específica. Quando o piloto de Gap alinha na rampa de partida em Portugal, a questão raramente é se vai ganhar, mas sim quem terá capacidade para o impedir.

Quem chega a Baltar na liderança do campeonato do mundo é, no entanto, o galês Elfyn Evans, que pilota igualmente um Toyota Yaris ao lado de Scott Martin. A armada japonesa está a triturar a concorrência nesta temporada, ocupando cinco dos seis primeiros lugares da classificação geral do WRC, um domínio que transforma cada ronda numa batalha interna entre companheiros de marca tanto quanto numa guerra contra os rivais externos. Thierry Neuville, que já venceu em Portugal, será o principal representante da resistência, mas o calendário e os números falam atualmente a favor da Toyota.

O shakedown de hoje em Paredes-Baltar, com 5,72 quilómetros, assume este ano uma importância acrescida. É a última oportunidade real para as equipas afinarem os carros em condições de competição antes do arranque oficial, e em 2026 esse trabalho é ainda mais crítico porque o percurso traz novidades relevantes que nenhuma equipa pode ignorar. A super-especial da Figueira da Foz, com 1,93 quilómetros em traçado renovado, estreia-se no programa da prova. Arganil, com 18,62 quilómetros, e Góis, com 15,66 quilómetros, são disputados em sentido inverso ao habitual, o que inverte completamente a leitura que os pilotos têm memorizada de edições anteriores. E Lousã, com 7,07 quilómetros, faz a sua estreia absoluta como troço do rali. Quem não fizer bem os trabalhos de casa neste shakedown vai pagar o preço nas classificativas.

O programa dos quatro dias é exigente e sem momentos de respiro. Amanhã, quinta-feira, a ação começa em Coimbra com a cerimónia de partida, seguindo-se as classificativas de Águeda/Sever, Sever/Albergaria e a super-especial da Figueira da Foz já ao final da tarde. Sexta-feira é o dia mais longo, com seis classificativas que incluem as duas passagens por Arganil e Góis em sentido inverso, Lousã e Mortágua. Sábado oferece nove classificativas numa jornada que vai testar ao limite a resistência física e mental de todos os pilotos, com passagem por Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante, Paredes e a super-especial noturna de Lousada. O Super Domingo encerra a prova com quatro classificativas, e a segunda passagem por Fafe, com 11,18 quilómetros, mantém o estatuto de Power Stage, sendo o momento mais decisivo e mais dramático de toda a prova. Este ano, a cerimónia de pódio passa a realizar-se junto ao final da derradeira classificativa, uma alteração que promete elevar ainda mais o espetáculo do momento de consagração.

Entre os nomes mais esperados nas estradas portuguesas está naturalmente Armindo Araújo. O piloto português, três vezes vencedor do Rali de Portugal, é a maior referência nacional da modalidade e o piloto mais acarinhado pelo público das serras. Sem competir num Rally1, Araújo vai lutar para se destacar entre os pilotos nacionais, carregando nas costas o peso e a honra de representar Portugal na prova mais importante do calendário nacional do automobilismo. No total, a prova conta com 11 equipas em Rally1, 44 em Rally2 com Yohan Rossel a liderar o WRC2, e 13 em Rally3 incluindo nove no WRC3 e sete no JWRC.

O Rali de Portugal é um dos membros fundadores do Campeonato do Mundo, presente desde a primeira edição em 1973. Mais de cinco décadas depois, continua a ser uma das provas mais especiais do calendário, não apenas pela qualidade dos troços e pela paixão dos adeptos, mas também pelo peso histórico que carrega. E nesta edição, com Ogier à espreita, Evans na liderança e as serras portuguesas a servirem de palco, promete ser mais uma página memorável de uma história que já tem mais de meio século.

Calendário Rali de Portugal 2026
4.ª feira, 6 maio

15h01 Shakedown Paredes-Baltar (5,72 km)

5.ª feira, 7 maio

14h00 Coimbra

15h05 SS1 Águeda / Sever (15,08km)

16h05 SS2 Sever / Albergaria (20,24km)

18h05 SS3 Figueira da Foz (1,93 km)

6.ª feira, 8 maio

7h35 SS4 Mortágua (14, 59 km)

8h55 SS5 Arganil 1 (18,62 km)

10h13 SS6 Lousã (7,07 km)

12h30 SS7 Arganil 2 (18,62 km)

13h25 SS8 Góis (15,66 km)

14h08 SS9 Lousã 2 (7,07 km)

15h45 SS10 Mortágua2 (14,59 km)

sábado, 9 maio

7h00 SS11 Felgueiras 1 (8,81 km)

8h05 SS12 Cabeceiras de Basto 1 (19,91 km)

9h35 SS13 Amarante 1 (26,24 km)

11h05 SS14 Paredes 1 (16,09 km)

14h00 SS15 Felgueiras 2 (8,81 km)

15h05 SS16 Cabeceiras de Basto 2 (19,91 km)

16h35 SS17 Amarante 2 (26,24 km)

18h05 SS18 Paredes 2 (16,09 km)

19h05 SS19 Lousada – SSS (3,78 km)

domingo, 10 maio

8h05 SS20 Vieira do Minho 1 (21,60 km)

9h35 SS21 Fafe 1 (11,18 km)

10h35 SS22 Vieira do Minho 2 (21,60 km)

13h15 SS23 Fafe 2 – Power Stage (11,18 km)

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