Opel suprime 40% dos engenheiros

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A Stellantis pretende eliminar 650 postos de trabalho na divisão de engenharia da Opel, na sede da marca, em Rüsselsheim, Alemanha. Atualmente, somente neste departamento, encontram-se 1650 engenheiros!

O grupo italo-francês, para otimização dos recursos financeiros e humanos, decidiu transformar esta unidade num centro de competência tecnológica, especializado em sistemas eletrónicos de assistência à condução (ADAS), e em Inteligência Artificial (IA). E a nova estrutura também trabalhará no desenvolvimento tanto de baterias, como de componentes de software para a arquitetura STLA Brain do segundo maior fabricante europeu de automóveis.

A decisão da Stellantis não retira a Rüsselsheim responsabilidades na conceção e no desenvolvimento de automóveis da Opel (e da Vauxhall), mas diminui a dimensão do centro técnico do fabricante, com o objetivo de torná-lo num centro tecnológico muito mais especializado. No entanto, a medida, que integra o pacote de ações do consórcio para reorganizar as suas operações na Europa, de forma a otimizar recursos, reduz em 40% a força de trabalho residente.

Num passado ainda não muito distante, recorde-se, Rüsselsheim possuía um dos maiores centros de desenvolvimento de automóveis na Alemanha, país que perde importância estratégica e protagonismo com esta reestruturação de operações da Stellantis, que até está (muito) empenhada na expansão da rede global de centros de investigação e desenvolvimento (R&D). Prova-o, por exemplo, a negociação avançada com a parceria chinesa Leapmotor, para o desenvolvimento de um SUV com motorizações elétricas para a Opel, que será produzido pela Stellantis em Saragoça, Espanha.

O consórcio comunicará o ritmo de implementação da nova organização somente após reuniões com representantes dos trabalhadores, que já receberam comunicação da empresa a informá-los de que o programa de cortes planeado para executar até 2029 é insuficiente para recuperar a marca, e recolocá-la sobre carris. De salientar que Rüsselsheim tem registado uma diminuição contínua de postos de trabalho desde que o Grupo PSA adquiriu a Opel, em 2017. Então, a marca alemã, combinando os números de funcionários na sede e em outras instalações, tinha mais de 7000 engenheiros; depois, iniciou-se o processo de racionalização das atividades, o que levou a deslocalizações de operações, e a reduções de pessoa, com recurso a saídas voluntárias, ou a transferências para prestadores de serviços externos.