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Peugeot e-T16 poderá ser produzido tal como está

Publicado a 15 de Outubro de 2026, 23h36  ·  Atualizado a 16 de Outubro de 2026, 00h40  ·  4 min de leitura

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O Peugeot e-T16 tem cerca de 600 kW (816 cv) e poderá ser construído já em 2027, segundo Alain Favey.
O CEO da Peugeot considera o conceito tecnicamente viável.

O essencial

  • O E-T16 Concept tem 2 motores elétricos e cerca de 600 kW (816 cv) no total.
  • Alain Favey considera tecnicamente possível construir o conceito em 2027, mas não confirmou uma decisão de produção.
  • A Peugeot pretende aumentar as vendas anuais de 1,1 milhões para 1,5 milhões de automóveis.

Os guarda-lamas largos e a potência do Peugeot e-T16 não servem apenas para chamar atenções em Paris.

Em declarações à Autocar, Alain Favey, diretor executivo da Peugeot, afirmou que seria possível construir o conceito já em 2027.

O Peugeot e-T16, segundo o AutoGear apurou, combina 2 motores elétricos, tração integral e cerca de 600 kW (816 cv).
Favey sustenta que esta configuração é realizável e aponta a participação da Peugeot Sport no desenvolvimento como prova de que os números têm fundamento técnico.

Peugeot e-T16 em 2027

Pormenor da roda do Peugeot E-T16 Concept, numa fotografia oficial da Peugeot.
Pormenor da roda do Peugeot E-T16 Concept, numa fotografia oficial da Peugeot.

Apresentado no Salão de Paris, o conceito antecipa a próxima geração do e-208, sobretudo nas formas gerais e na assinatura luminosa.
A carroçaria de guarda-lamas alargados recupera a inspiração do 205 T16, a versão especial de homologação dos anos 80.

A base é a nova plataforma STLA One da Stellantis, com vários elementos do futuro e-208, explicou Favey.
O dirigente considera possível produzir o modelo tal como foi apresentado, embora as suas declarações expressem uma possibilidade, não uma decisão de lançamento.
Sobre a viabilidade técnica, Favey afirmou que “it is technically feasible”.

A Autocar antecipa que uma eventual versão de produção teria volumes reduzidos e preço elevado, à semelhança do Renault 5 Turbo 3E.
O e-T16 e o RCZ Vision serviriam para colocar a Peugeot num patamar superior, com modelos desportivos e maior aposta no design.

RCZ depende das baterias

O RCZ Vision está numa fase diferente, apesar da vontade da Peugeot de vender um coupé com estas características.
Segundo Favey, as proporções baixas do conceito não são compatíveis com as atuais plataformas e a tecnologia elétrica da marca.

O projeto depende de baterias de estado sólido finas, com elevada densidade energética e carregamento pouco mais demorado do que um abastecimento de combustível.
Essa tecnologia ainda não está no mercado, e Favey admite uma espera de 5 ou 6 anos para reunir as condições pretendidas.

Crescer sem baixar preços

A Peugeot pretende aumentar as vendas anuais de 1,1 milhões para 1,5 milhões de automóveis, com crescimento rentável, afirmou Favey.
O responsável afastou um novo modelo de entrada na linha do antigo 108, deixando esse espaço para outras marcas, como a Citroën com o novo 2CV.

A estratégia passa por subir em preço, valor e design, em vez de disputar os preços mais baixos com os concorrentes chineses.
Favey reconhece que a Peugeot não consegue ganhar essa guerra e defende uma resposta centrada no design, na tecnologia, na inovação e nos desportivos.

O dirigente também apelou à valorização da herança da Peugeot na decisão de compra.
Na sua perspetiva, preservar essa história nas próximas décadas passa por escolher marcas que contribuam para a economia e para o emprego europeus.

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Perguntas e respostas

O Peugeot e-T16 de 600 kW (816 cv) pode entrar em produção em 2027?

Alain Favey afirmou que seria possível construir o conceito já em 2027.
As suas declarações expressam uma possibilidade, não uma decisão de lançamento.

Que configuração tem o Peugeot e-T16?

O conceito tem 2 motores elétricos, tração integral e cerca de 600 kW (816 cv).
A base é a nova plataforma STLA One da Stellantis.

Porque depende o RCZ Vision de nova tecnologia?

As proporções baixas do conceito não são compatíveis com as atuais plataformas e a tecnologia elétrica da marca.
O projeto depende de baterias de estado sólido finas, com elevada densidade energética e carregamento pouco mais demorado do que um abastecimento de combustível.

Fotografia: sala de imprensa da marca, https://stellantis3.dam-broadcast.com/medias/domain12808/media110652/3195702-77m2fthrt8.jpg?dl=true&fileName=2x4a7592.jpeg

Ficha técnica

Potencia
600 kW (816 cv)
Motores
2 motores elétricos
Tração
Integral
Plataforma
STLA One da Stellantis

Gustavo Figueira

AutoGear  ·  17 artigos

É o que se chama uma verdadeira Kill Machine. Ainda está indeciso se gosta mais de motos ou de automóveis: um verdadeiro híbrido. Nada lhe mete medo. O tempo livre gosta de o passar a queimar quilómetros, seja em motos ou em automóveis.

Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.

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