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Hyundai Bayon renova-se para 2027 e estreia uma versão híbrida de 136 CV

Publicado a 12 de Outubro de 2026, 17h30  ·  Atualizado a 12 de Outubro de 2026, 19h58  ·  4 min de leitura

O essencial

  • O Hyundai Bayon renova-se para 2027 com design mais expressivo e dimensões maiores: 4,25 metros de comprimento e 1,81 metros de largura.
  • Estreia uma motorização híbrida completa com motor de 1,6 litros combinado com motor elétrico, desenvolvendo 136 CV de potência conjunta.
  • O interior ganha dois ecrãs de 12,3 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto sem fios, carregamento por indução e chave digital.

Mais robusto, maior e com um interior muito mais tecnológico, o SUV compacto da Hyundai prepara-se para uma nova geração. A grande novidade é a chegada de uma motorização híbrida completa, numa gama que continua a apostar na versatilidade e na utilização urbana.

O Hyundai Bayon está prestes a mudar de figura. O pequeno SUV da marca sul-coreana prepara-se para uma renovação profunda para 2027, com um design mais expressivo, dimensões reforçadas e um habitáculo que se aproxima do equipamento habitualmente encontrado em modelos de segmentos superiores. Mas a mudança mais importante está debaixo do capô: pela primeira vez, o Bayon contará com uma motorização híbrida completa.

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Design mais robusto e expressivo

A transformação é evidente logo à primeira vista. A dianteira passa a ser dominada por uma assinatura luminosa horizontal que atravessa a carroçaria, acompanhada por faróis LED e linhas mais angulares. Os guarda-lamas salientes, os revestimentos exteriores robustos e a traseira de desenho vincado reforçam a imagem de um SUV preparado para se destacar num segmento cada vez mais concorrido.

Mais espaço e uma versão N Line

Espaço ampliado e versão N Line

O novo Bayon cresce em comprimento e largura. Com 4,25 metros de comprimento e 1,81 metros de largura, ganha 6,5 centímetros no primeiro e 3,5 centímetros no segundo, enquanto a distância entre eixos se fixa nos 2,60 metros.

Apesar do crescimento, a Hyundai mantém a aposta num formato compacto, pensado para quem precisa de espaço e versatilidade sem passar para um SUV de maiores dimensões.

A gama contará também com a versão N Line, de aparência mais desportiva. Esta distingue-se pelas jantes exclusivas de 18 polegadas, detalhes em preto brilhante, elementos de inspiração técnica e um difusor traseiro com duas saídas de escape. No interior, os bancos em tecido e camurça com apontamentos vermelhos reforçam o ambiente mais dinâmico.

A bagageira continua a ser um dos argumentos importantes do modelo. Nas versões a gasolina, a capacidade chega aos 440 litros, enquanto a futura variante híbrida oferece 397 litros, devido ao espaço ocupado pelos componentes do sistema eletrificado.

Um interior mais tecnológico, sem abandonar os botões

No habitáculo, a Hyundai aposta numa evolução significativa da tecnologia. Consoante a versão, o painel de instrumentos integra dois ecrãs de 12,3 polegadas, um para a instrumentação e outro para o sistema de infoentretenimento.

A marca mantém, contudo, os comandos físicos na consola central, uma solução que contrasta com a tendência de concentrar praticamente todas as funções nos ecrãs táteis.

A lista de equipamento poderá incluir Apple CarPlay e Android Auto sem fios, carregamento por indução para smartphones e uma chave digital que permite utilizar um telemóvel ou smartwatch para aceder ao veículo. Entre os elementos de conforto estão ainda bancos dianteiros aquecidos e ventilados, bancos traseiros aquecidos, saídas de ar para a segunda fila, sistema de som Bose e teto panorâmico.

Motorização híbrida como grande novidade

A grande novidade está na motorização híbrida

No lançamento, o novo Bayon estará disponível com um motor a gasolina turbo de 1,0 litros, em versões de 90 e 115 CV. A transmissão poderá ser manual de seis velocidades ou automática de dupla embraiagem com sete relações, dependendo da configuração.

Mais tarde chegará a novidade mais importante da gama: um sistema híbrido completo que combina um motor a gasolina de 1,6 litros com um motor elétrico, desenvolvendo uma potência conjunta de 136 CV. A transmissão será assegurada por uma caixa de dupla embraiagem de seis velocidades.

O sistema inclui ainda travagem regenerativa adaptativa, com patilhas no volante que permitem ajustar o nível de recuperação de energia. Trata-se de uma evolução relevante face à anterior solução híbrida ligeira, permitindo ao Bayon apostar numa eletrificação mais abrangente.

Por enquanto, a Hyundai ainda não revelou os preços nem as datas de chegada específicas para cada mercado europeu.

Com esta renovação, o Bayon reforça a sua posição entre os SUV compactos, num segmento em que o espaço, a tecnologia e a eficiência assumem cada vez mais importância. A chegada da versão híbrida poderá ser decisiva para conquistar quem procura consumos mais baixos sem dar o salto para um veículo totalmente elétrico.

Resta perceber como ficará posicionado face ao Hyundai Kona, um modelo maior dentro da própria gama. A convivência entre os dois poderá obrigar a marca a definir com maior clareza o papel de cada um, mas também alarga as possibilidades de escolha para quem procura um SUV da Hyundai.

Ficha técnica

Motor
Gasolina turbo 1,0 l (90 e 115 CV) / Híbrido 1,6 l + motor elétrico (136 CV)
Potencia
90 CV, 115 CV ou 136 CV (híbrido)
Transmissao
Manual de 6 velocidades, automática de dupla embraiagem com 7 ou 6 relações
Comprimento
4,25 metros
Largura
1,81 metros
Distância entre eixos
2,60 metros
Bagageira
440 litros (gasolina) / 397 litros (híbrido)
Equipamento
Ecrãs 12,3", Apple CarPlay/Android Auto sem fios, carregamento por indução, chave digital, bancos aquecidos e ventilados, som Bose, teto panorâmico

Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  613 artigos

Jornalista de automóveis desde o ano 2000. Iniciou o seu percurso na Motorpress Lisboa, onde escreveu em revistas como o Guia do AUTOMÓVEL, Auto Magazine e Veículos Comerciais. Escreveu ainda para o semanário Autohoje, onde se especializou em testes e reviews de automóveis.
Mudou-se para a Revista Carros & Motores em 2018, permanecendo até 2025. Em 2026 integrou a redação do Autogear, onde tenta dinamizar o site. É também diretor da "Revista" Comerciais & Pesados, um suplemento trimestral da "Carros & Motores" e o membro português do júri do International Truck of the Year (Camião Internacional do Ano).

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