O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, expressou o seu apoio ao regresso de um Grande Prémio à Argentina, um país que não figura no calendário da Fórmula 1 desde 1998. A ausência da Argentina na competição de elite do automobilismo já dura quase três décadas, mas as conversas sobre um possível retorno estão a ganhar força. A história da Argentina na Fórmula 1 remonta aos primórdios do campeonato, com o primeiro Grande Prémio argentino realizado em Buenos Aires em 1953, que foi o primeiro evento de campeonato mundial a ocorrer fora da Europa.
Ben Sulayem, ao falar à A24, afirmou: “Apoiarei a iniciativa de ter uma corrida de F1 ou o Campeonato Mundial de Ralis aqui na Argentina. Precisamos desenvolver locais para corridas sustentáveis, onde haja vontade, investimentos, fãs e a capacidade do governo para fazer acontecer.” Ele sublinhou que a Argentina merece um lugar no calendário da Fórmula 1, referindo-se à rica história do país no desporto: “Eles têm história, têm um historial; a primeira corrida foi realizada aqui em 1953.”
A Argentina não é o único país a ambicionar um espaço no calendário da Fórmula 1. A Tailândia tem avançado de forma mais significativa, com o seu governo a aprovar uma proposta para uma corrida nas ruas de Bangkok, supostamente agendada para 2028. Outros países, como a África do Sul, Ruanda, Coreia do Sul e Turquia, também manifestaram interesse em integrar a competição.
Com o calendário já a contar com 24 corridas nas últimas temporadas e a procura por novos eventos a crescer globalmente, encontrar espaço para novas localizações continua a ser um dos maiores desafios da Fórmula 1. A situação exige uma análise cuidadosa das prioridades e da viabilidade de cada proposta, enquanto os responsáveis da FIA e da F1 consideram a inclusão de novos destinos que possam trazer não apenas emoção, mas também um legado histórico e cultural ao campeonato.

