Quanto custa fazer voar um avião elétrico de 11 toneladas? Pouco mais de 4 euros

Outras Notícias

Partilhar

A aviação elétrica acaba de dar mais um passo importante. Nos Estados Unidos, um avião com mais de 11 toneladas realizou um voo de teste exclusivamente com energia proveniente de baterias, tornando-se no maior aparelho deste tipo a levantar voo.

O protagonista chama-se X1 e foi desenvolvido pela norte-americana Heart Aerospace como plataforma de testes para as tecnologias que serão utilizadas nos seus futuros aviões regionais. O aparelho tem 32,3 metros de envergadura, 23,2 metros de comprimento e um peso à descolagem de 11 344 kg.

O voo aconteceu no Aeroporto Internacional de Plattsburgh, no estado de Nova Iorque, e durou 27 minutos. Durante o teste, o X1 chegou a uma altitude de aproximadamente 335 metros, ou seja, 1 100 pés. Pode parecer pouco quando comparado com um avião comercial convencional, mas o objetivo deste primeiro programa de testes não era estabelecer recordes de altitude, mas validar o funcionamento do sistema de propulsão elétrico.

E há um número que chama particularmente a atenção: durante o voo, o X1 consumiu cerca de 5 dólares em eletricidade, o equivalente a pouco mais de 4 euros.

Mais importante do que o valor da fatura é o facto de o sistema de propulsão ter conseguido fornecer mais de 1 MW de potência durante o voo. É uma demonstração relevante das capacidades que a empresa pretende aplicar no futuro a aeronaves de passageiros.

A base para o futuro avião de 30 lugares

O X1 não surgiu do nada. A aeronave serve como laboratório voador para o desenvolvimento do Heart ES-30, um avião regional híbrido-elétrico que a Heart Aerospace pretende colocar em produção.

O ES-30 terá capacidade para 30 passageiros e foi pensado para ligações regionais, um dos segmentos onde a eletrificação poderá fazer mais sentido na aviação. Ao contrário do X1, que utiliza exclusivamente baterias, o modelo de produção recorrerá a uma configuração híbrida, permitindo aumentar significativamente a autonomia.

É precisamente aqui que está um dos grandes desafios da aviação elétrica. Num automóvel, transportar centenas de quilos de baterias já é perfeitamente possível. Num avião, cada quilograma adicional conta e a densidade energética das baterias continua muito abaixo da dos combustíveis convencionais.

Por isso, a eletrificação deverá começar por aviões mais pequenos e por rotas relativamente curtas, antes de poder chegar aos grandes aviões comerciais que atravessam oceanos.

Ainda assim, o voo do X1 mostra que a tecnologia está a avançar. Colocar no ar uma aeronave de mais de 11 toneladas utilizando apenas baterias seria impensável há poucos anos.

A Heart Aerospace terá agora pela frente a parte mais complicada: transformar estes testes num sistema suficientemente eficiente, seguro e com autonomia para transportar passageiros. O caminho até aos grandes aviões elétricos ainda é longo, mas este X1 já mostrou que a aviação elétrica deixou de ser apenas uma ideia desenhada no papel.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)