Toyota Hilux BEV leva com uma caravana de 760 kg para provar que é indestrutível
O essencial
- Toyota testou a Hilux BEV completamente eléctrica deixando cair uma caravana de 760 kg de 9,1 metros de altura
- Apesar dos danos graves na carroçaria, a bateria e motores eléctricos resistiram ao impacto e a pick-up conseguiu sair pelos próprios meios
- Após o teste, a Toyota entregou a Hilux BEV ao canal YouTube Top Gear para continuar testes de resistência
A Toyota decidiu recriar um dos testes mais famosos do Top Gear e deixou cair uma caravana de 760 kg sobre a nova Hilux eléctrica. O resultado? A pick-up ficou bastante maltratada, mas arrancou pelos próprios meios.
Há testes que precisam de pouca explicação. A Toyota Hilux ganhou ao longo dos anos uma reputação de enorme resistência, muito graças às famosas provas de tortura realizadas pelo Top Gear em 2003. Agora, a marca japonesa decidiu recuperar essa ideia para testar a nova Hilux BEV, totalmente eléctrica.

A responsável pela operação foi a Toyota britânica, que recorreu ao Reddit para perguntar aos utilizadores como deveria castigar a nova pick-up. As opções eram simples: uma bola de demolição com uma tonelada ou uma caravana lançada de uma altura considerável. A Internet escolheu a caravana. E a Toyota cumpriu.
Uma caravana a cair do céu
Para o teste, os engenheiros colocaram uma caravana com 760 kg a cerca de 9,1 metros de altura, utilizando um enorme guindaste. Por baixo estava uma Hilux BEV nova em folha, pronta para receber o impacto.
A caravana caiu directamente sobre o tejadilho da pick-up. A estrutura da própria caravana não resistiu ao impacto, ficando praticamente destruída, mas o mais interessante estava por baixo.

Apesar de um impacto bastante violento, a Hilux BEV voltou a ligar-se e conseguiu afastar-se pelos próprios meios.
A carroçaria, naturalmente, não saiu ilesa. O tejadilho ficou deformado, o pára-brisas rachou e a caixa de carga sofreu uma amolgadela. A suspensão também teve de absorver uma enorme quantidade de energia no momento do impacto.
Bateria e motores resistiram
O aspecto mais relevante do teste está, contudo, no que aconteceu debaixo da carroçaria. A bateria da Hilux BEV está montada no chassis de longarinas, enquanto os motores eléctricos e os restantes componentes da cadeia cinemática também resistiram ao impacto.
Ou seja, apesar de a pick-up ter ficado suficientemente danificada para ser considerada, muito provavelmente, uma perda total, os elementos fundamentais do sistema eléctrico continuaram funcionais.
A Toyota filmou todo o processo com câmaras de alta velocidade, incluindo uma colocada no interior da própria caravana para captar o momento do impacto a partir de dentro.

A marca deixa, naturalmente, o aviso de que este tipo de teste não deve ser reproduzido, devido ao risco de ferimentos graves, morte ou danos materiais.
Isto foi apenas o aquecimento
A queda da caravana poderá parecer um teste suficientemente extremo, mas, para a Toyota, foi apenas o início.
Depois da experiência, a marca entregou a Hilux BEV ao canal de YouTube do Top Gear, desafiando-o a continuar a submetê-la a testes de resistência.
É uma espécie de regresso às origens para a Hilux, embora desta vez com uma diferença importante: em vez de um motor diesel, esta unidade recorre a propulsão totalmente eléctrica.
A nova Hilux está actualmente disponível com motorizações diesel mild-hybrid e eléctrica, estando também confirmada uma versão a hidrogénio para 2028.

Apesar da crescente electrificação da gama, a versão diesel continua a representar a maioria das vendas da Hilux, beneficiando de um preço mais acessível e de maior capacidade de reboque e carga útil.
Por agora, a Hilux BEV já tem uma história pouco habitual para contar: levou com uma caravana de 760 kg caída de nove metros em cima e, depois de tudo, ainda conseguiu sair do local pelos próprios meios.
AutoGear · 536 artigos
Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.