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Tesla Roadster tem 0 a 100 km/h inferior a um segundo e pode voar

Publicado a 16 de Outubro de 2026, 06h27  ·  Atualizado a 16 de Outubro de 2026, 07h28  ·  3 min de leitura

Quase nove anos depois da apresentação do protótipo original, a Tesla volta a colocar o Roadster no centro das atenções com promessas de desempenho extremo. O desportivo elétrico deverá acelerar dos 0 aos 100 km/h em menos de um segundo e poderá recorrer a propulsores desenvolvidos com tecnologia da SpaceX. A entrada em produção está prevista para 2028.

O tão aguardado Tesla Roadster de nova geração promete levar o desempenho dos automóveis elétricos a um novo patamar. Entre as características anunciadas estão uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de um segundo, um sistema de ventilação instalado sob a carroçaria para aumentar a aderência e a possibilidade de integrar propulsores inspirados na tecnologia aeroespacial da SpaceX.

As ambições da Tesla vão muito além da aceleração em linha reta. Elon Musk acredita que o novo Roadster poderá estabelecer referências inéditas em pista, graças a soluções técnicas que procuram aumentar a aderência e permitir velocidades de passagem em curva muito superiores às habituais nos desportivos convencionais.

Uma ventoinha para aumentar a aderência

Uma das soluções mais invulgares em desenvolvimento é um sistema de sucção instalado na parte inferior do automóvel. Através de uma ventoinha, o dispositivo deverá gerar uma força descendente capaz de pressionar o Roadster contra o asfalto, aumentando a aderência dos pneus.

Segundo a Tesla, o sistema poderá permitir que o automóvel suporte até 2 g de força lateral em curva. Se os valores anunciados forem confirmados na versão de produção, esta tecnologia poderá contribuir para um comportamento dinâmico particularmente eficaz em circuito.

A marca pretende, assim, criar um automóvel que ultrapasse os limites habitualmente associados aos desportivos de estrada. Musk chegou mesmo a afirmar que o Roadster poderá bater todos os recordes de pista, embora essa promessa ainda esteja por demonstrar.

O único Tesla pensado para ser conduzido pelo condutor

Numa altura em que a Tesla concentra cada vez mais esforços no desenvolvimento de sistemas de condução autónoma, o Roadster deverá seguir um caminho diferente. Elon Musk afirmou que este poderá vir a ser o único modelo da marca concebido para continuar a ser conduzido manualmente.

A ideia passa por reservar ao Roadster uma experiência de condução mais intensa e envolvente, privilegiando a intervenção direta do condutor em vez da automatização. Como explicou Musk, se este for o único Tesla com condução manual a longo prazo, a empresa pretende explorar ao máximo as suas capacidades.

A possibilidade de utilizar propulsores associados à SpaceX é outro dos elementos que distingue o projeto. A Tesla ainda terá de demonstrar de que forma esta tecnologia será integrada no automóvel e quais serão as suas implicações práticas na utilização em estrada.

Produção prevista para 2028

Apesar das promessas ambiciosas, o novo Roadster continua a ser um projeto envolto em expectativa. A primeira geração do protótipo foi apresentada em 2017, pelo que o desenvolvimento do modelo tem sido marcado por vários anos de espera.

A Tesla aponta agora para 2028 como o ano de entrada em produção. Até lá, será necessário confirmar se as especificações anunciadas se traduzem num automóvel de produção capaz de cumprir as expectativas criadas em torno de um dos projetos mais ambiciosos da marca.

Se cumprir as promessas de aceleração, aderência e desempenho em pista, o novo Roadster poderá tornar-se num dos automóveis elétricos mais radicais do mercado. Para já, porém, os números e as soluções técnicas anunciadas terão de ser confirmados na versão final.

Ficha técnica

Aceleração 0-100 km/h
Menos de um segundo
Força lateral em curva
Até 2 g
Produção
2028

Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  641 artigos

Jornalista de automóveis desde o ano 2000. Iniciou o seu percurso na Motorpress Lisboa, onde escreveu em revistas como o Guia do AUTOMÓVEL, Auto Magazine e Veículos Comerciais. Escreveu ainda para o semanário Autohoje, onde se especializou em testes e reviews de automóveis.
Mudou-se para a Revista Carros & Motores em 2018, permanecendo até 2025. Em 2026 integrou a redação do Autogear, onde tenta dinamizar o site. É também diretor da "Revista" Comerciais & Pesados, um suplemento trimestral da "Carros & Motores" e o membro português do júri do International Truck of the Year (Camião Internacional do Ano).

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