A Santana está oficialmente de regresso ao mundo automóvel e fá-lo com um modelo que promete fazer as delícias dos amantes do todo-o-terreno puro e duro. Chama-se Santana Cajal e assume-se como o sucessor espiritual do Suzuki Jimny, mas com argumentos que o aproximam de propostas muito mais exclusivas, como o Mercedes-Benz Classe G.
Baseado no chinês BAIC BJ40 e com montagem prevista para a fábrica de Linares, em Jaén, o novo Cajal aposta numa receita cada vez mais rara no mercado: chassis de longarinas, caixa de transferências e três diferenciais bloqueáveis, uma combinação que o coloca entre os mais capazes veículos off-road da atualidade.

Debaixo do capô encontra-se um motor diesel de 2.0 litros com 163 CV, associado a uma caixa automática ZF de oito velocidades. A tração integral é selecionável, mas o sistema permite também circular permanentemente com os dois eixos motrizes graças ao diferencial central, uma solução pouco comum neste segmento.
A vocação aventureira é reforçada pelos 11 modos de condução, concebidos para diferentes tipos de terreno, incluindo neve, areia, lama, rochas e até travessias de cursos de água. E os números impressionam: o Cajal oferece 22 centímetros de altura ao solo, ângulos de ataque e saída de 37 e 31 graus, respetivamente, além de uma capacidade de passagem a vau de até 80 centímetros.

Outra das funcionalidades mais curiosas é o sistema Tank-Turn, que bloqueia a roda traseira interior para facilitar manobras em espaços apertados, uma tecnologia normalmente associada a modelos muito mais caros e sofisticados.
Apesar da sua forte aptidão fora de estrada, o Santana Cajal abdica do tradicional eixo rígido traseiro, optando antes por uma suspensão independente nos dois eixos, uma solução semelhante à utilizada pelo atual Land Rover Defender.
Com 4,79 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 2,76 metros, o Cajal está longe das dimensões compactas do antigo Jimny. O design segue as linhas clássicas dos grandes todo-o-terreno, com formas quadradas, passagens de roda musculadas, portas sem moldura e até elementos iluminados na carroçaria.

No interior, a influência chinesa é evidente. O habitáculo aposta fortemente na digitalização, integrando nada menos do que cinco ecrãs, incluindo um espelho retrovisor digital. O painel de instrumentos mede 10,25 polegadas, enquanto o sistema multimédia e o ecrã dedicado ao passageiro contam ambos com 12,8 polegadas.
Naturalmente, não faltam informações específicas para a condução fora de estrada, como indicadores de inclinação, profundidade de vadeio, bússola e monitorização em tempo real do estado da transmissão e dos diferenciais.
A Santana ainda não revelou a data oficial de lançamento nem os preços definitivos, mas o objetivo passa por posicionar o novo Cajal abaixo da barreira dos 50 mil euros.
Se cumprir essa promessa, o mercado poderá finalmente voltar a ter um verdadeiro todo-o-terreno acessível, numa altura em que este tipo de veículos se tornou cada vez mais raro. E para muitos entusiastas, isso pode significar o renascimento de um espírito que parecia perdido.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)

