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Renault Mégane, à venda desde 38 550 € e futuro em aberto

Publicado a 4 de Novembro de 2026, 07h24  ·  Atualizado a 4 de Novembro de 2026, 09h31  ·  5 min de leitura

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O Renault Mégane ainda não tem sucessor definido, mas a Renault confirmou a plataforma RG EV Medium 2.0 para os próximos Scénic e Rafale. O primeiro modelo com essa arquitetura está previsto para 2028, enquanto a marca estuda como substituir o Mégane.

O essencial

  • A Renault confirmou a plataforma RG EV Medium 2.0 para os próximos Scénic e Rafale, mas ainda estuda como substituir o Mégane.
  • A marca pretende uma autonomia mínima de cerca de 750 km (WLTP) nos elétricos da plataforma, não num Mégane confirmado.
  • O Renault Mégane está à venda em Portugal desde 38 550 euros, com campanha até 30 de novembro.

O Renault Mégane poderá aproximar-se do Tesla Model Y, em vez de repetir a fórmula atual. A Auto Express descreve essa possibilidade, mas a Renault ainda estuda como substituir o modelo.

A plataforma RG EV Medium 2.0, segundo o AutoGear apurou, está confirmada para os próximos Scénic e Rafale, não para o futuro Mégane. A arquitetura admite comprimentos entre 4,3 e 4,8 metros, com 2,85 metros entre eixos.

O futuro Renault Mégane

A Renault pretende uma autonomia mínima de cerca de 750 km (WLTP) nos elétricos da plataforma e cerca de 1.400 km nas versões com extensor de autonomia, cujo motor térmico funciona como gerador. Philippe Brunet, diretor tecnológico do grupo, descreve essa meta, que não está confirmada para o Mégane.

“Quando começámos a estudar esta plataforma, a ideia era trazer algo que os chineses não têm. Um automóvel do segmento C capaz de percorrer cerca de 750 km em WLTP com uma bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP) e um peso máximo de 2.000 kg, não o encontrarão no mercado.” Brunet acrescenta que “precisamos de uma capacidade de bateria razoável, inferior a 90 quilowatts-hora”.

A bateria de fosfato de ferro e lítio terá integração estrutural, como piso do automóvel. A plataforma prevê tração traseira, cerca de 205 kW (279 cv) e 350 Nm com um motor, além de versões com tração integral.

“A tração dianteira é um problema para a condução, o conforto e o comportamento. Foi muito difícil afinar os atuais Scénic e Mégane”, afirma Brunet.

Formas menos altas

Laurens van den Acker, responsável pelo design do grupo Renault, explica que as futuras plataformas elétricas podem permitir outras proporções. “As futuras plataformas elétricas permitirão silhuetas diferentes desde o início. Distâncias entre eixos maiores, rodas maiores, balanços mais curtos, automóveis menos altos do que um SUV, mas não tão baixos como uma berlina.”

“O nosso desafio não é o segmento dos pequenos automóveis, porque tradicionalmente somos muito fortes nesses mercados e sentimo-nos muito confiantes. Os nossos desafios estão sobretudo nos segmentos C+ e D.”

“A linguagem das formas será um pouco mais contida. Como já se vê no protótipo E-Space, é muito moderna, mas também mais controlada. Quando se sobe no preço, os automóveis têm de se tornar mais intemporais.”

“Precisamos de dar aos automóveis um ar um pouco mais sério… por isso poderão encontrar superfícies menos trabalhadas. Mas somos uma marca latina. Não somos frios como os alemães nem quentes como os italianos. Precisamos de encontrar o nosso caminho.”

As ilustrações da publicação, que não são imagens oficiais, imaginam inspiração no Clio, faróis estreitos e uma traseira truncada. A reportagem antecipa ainda que o futuro Mégane poderá distinguir-se dos Renault 4, 5 e Twingo, de inspiração retro.

Software e direção

François Provost, diretor executivo do grupo Renault, enquadra a arquitetura eletrónica. “O veículo definido por software será amplamente utilizado no segmento C, com base na plataforma Medium 2.0. É aqui que vemos potencial para o aplicar em escala. É um enorme investimento inicial, mas depois pode ser reutilizado facilmente.”

Brunet aborda a direção sem ligação mecânica. “Não somos um fabricante premium, por isso temos de atender aos nossos clientes em matéria de preço. Se me perguntarem se vejo uma vantagem real em tecnologias como a direção sem ligação mecânica, direi que sim, por várias razões.”

“Mas se me perguntarem se um dia teremos de colocar no mercado o nível 4, o patamar superior de condução autónoma, direi que a tecnologia sem ligação mecânica é obrigatória.”

O habitáculo do E-Space

Van den Acker descreve o habitáculo do protótipo. “O que veem no E-Space é aproximadamente aquilo a que aspiramos, com um ecrã de pilar a pilar, com a informação principal perto do para-brisas. Consideramos que é o menos cansativo para os olhos.”

“A interação principal continua no ecrã central. Queremos concentrar aí as ações e usar muito mais a voz para interagir com o veículo, porque os veículos serão mais inteligentes.”

O Renault Mégane está à venda em Portugal desde 38 550 euros. A campanha reduz o preço para 34 632,11 euros até 30 de novembro. O primeiro modelo baseado na nova plataforma está previsto para 2028.

Leia também

Perguntas e respostas

O próximo Renault Mégane poderá chegar aos 750 km WLTP?

A Renault ainda estuda como substituir o Mégane e não confirmou que o futuro modelo use a plataforma RG EV Medium 2.0. A meta de cerca de 750 km de autonomia WLTP diz respeito aos elétricos dessa plataforma.

Quanto custa o atual Renault Mégane em Portugal?

O Renault Mégane está à venda em Portugal desde 38 550 euros. A campanha até 30 de novembro reduz o preço para 34 632,11 euros.

Quando estreia a plataforma RG EV Medium 2.0?

O primeiro modelo baseado na plataforma está previsto para 2028. A arquitetura está confirmada para os próximos Scénic e Rafale.

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Ficha técnica

Preço
A partir de 38 550 euros
Promoção
34 632,11 euros até 30 de novembro
Autonomia prevista (plataforma)
Cerca de 750 km (WLTP)
Autonomia com extensor
Cerca de 1.400 km
Potência (plataforma)
Cerca de 205 kW (279 cv)
Binário (plataforma)
350 Nm
Bateria (plataforma)
Fosfato de ferro e lítio, inferior a 90 kWh
Peso máximo (plataforma)
2.000 kg

Redação

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Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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