Red Bull recua e usa asa traseira antiga no GP da bélgica após incidentes perigosos de Verstappen

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A Red Bull decidiu regressar ao desenho anterior da asa traseira para o Grande Prémio da Bélgica, após os incidentes perigosos que Max Verstappen sofreu nas últimas provas da Áustria e do Reino Unido. Esta mudança surge depois das falhas no sistema aerodinâmico ativo que afetaram a estabilidade do carro do piloto holandês.

Na qualificação do Grande Prémio da Áustria, Verstappen sofreu um acidente dramático nos momentos finais, com a equipa a reconhecer que a perda de controlo foi provocada por um problema na asa traseira. Já em Silverstone, o piloto voltou a perder o controlo devido a um erro semelhante, desta vez causado pela transição entre os modos aerodinâmicos em curvas, implementada no novo sistema ativo para 2026. A Red Bull optou, assim, por retirar o design introduzido em Miami, conhecido como efeito ‘Macarena’, e utilizar a versão anterior para Spa-Francorchamps, conforme imagens do paddock revelaram.

Após o incidente em Silverstone, Verstappen expressou a sua frustração, classificando a situação como “super perigosa”. O piloto afirmou: “Como na Áustria, foi uma falha diferente, mas o mesmo resultado. Enquanto entro na curva, a asa traseira não está totalmente presa e perde-se muito downforce. Isto é muito perigoso porque se pode magoar seriamente. Tive sorte na Áustria e aqui, mas é frustrante.” Estas declarações foram dadas a vários meios de comunicação, incluindo a PlanetF1.com.

Para o Grande Prémio da Bélgica, estão previstas cinco zonas de modo de asa aberta (straight mode), a maior quantidade desde a primeira prova da temporada de 2026 na Austrália. A primeira zona situa-se na reta da meta, seguida por uma na descida entre a chicane de La Source e Eau Rouge, embora o modo aberto não esteja disponível na passagem por Eau Rouge/Radillon. Outras zonas estão localizadas na reta de Kemmel, na saída de Stavelot e entre a saída de Blanchimont e a chicane Bus Stop. Esta configuração visa maximizar as oportunidades de ultrapassagem no circuito belga.

Com este retrocesso na especificação da asa traseira, a Red Bull procura garantir maior segurança e fiabilidade para Verstappen, evitando falhas que podem comprometer não só o desempenho como também a integridade física do piloto. O Grande Prémio da Bélgica será decisivo para avaliar a eficácia desta medida e o impacto nas prestações da equipa austríaca.

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