Sébastien Ogier voltou a colocar pressão máxima sobre Thierry Neuville no Rali da Acrópole, na Grécia, ao encurtar a diferença para apenas 3,7 segundos após a manhã de sábado. Neuville, da Hyundai, terminou a sexta-feira com uma vantagem de 9,7 segundos na oitava ronda do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) de 2026, mas viu o piloto da Toyota arrancar forte logo na primeira especial do dia, estabelecendo o ritmo e fazendo soar o alarme entre os líderes.
No início da manhã, Ogier começou por bater Neuville na SS8, reduzindo a diferença para 4,9 segundos. Apesar disso, o belga respondeu de imediato, vencendo a SS10 e ampliando a margem para 6,3 segundos, mostrando que não estava disposto a baixar os braços. Ainda assim, Ogier não se deixou intimidar, recuperou 2,6 segundos na SS11 e manteve a luta intensa, ficando a escassos 3,7 segundos do topo da tabela. O campeão do mundo deixou claro que, apesar da proximidade, não era hora para entrar em batalhas diretas: “Ainda é cedo para lutar, o foco tem de estar em mim próprio e evitar problemas”, afirmou Ogier à chegada ao final da manhã.
Do lado de Neuville, a cautela manteve-se, admitindo algumas dificuldades com a aderência nos troços mais arenosos: “Está tudo bem, sinceramente. Estamos a lutar com a aderência nesta secção de areia, por isso estou no limite do que consigo fazer”, explicou o piloto da Hyundai, que procura consolidar o seu estatuto de candidato ao título numa temporada cada vez mais renhida.
Atrás dos dois líderes, Adrien Fourmaux da M-Sport manteve-se firme no terceiro posto, apesar de um susto na SS10, onde esteve à beira de perder o controlo do carro numa travagem demasiado tardia. “Grande erro nas notas, foi um grande susto”, confessou o francês. “Tivemos bastante sorte. Depois disso, decidi ser um pouco mais calmo.” Apesar do contratempo, Fourmaux está a 56 segundos do líder, mas com mais de um minuto de vantagem para Takamoto Katsuta.
Katsuta, da Toyota, protagonizou uma manhã consistente, ultrapassando Josh McErlean e Mārtiņš Sesks, ambos da M-Sport, garantindo o quarto posto. McErlean fecha o top 5, enquanto Sesks, em dificuldades evidentes com o ritmo e a confiança no carro, perdeu ainda a posição para Elfyn Evans, líder do campeonato, que segue na sexta posição a apenas 8,7 segundos do irlandês da M-Sport. “Não percebo o que mudou, porque está tudo igual, mas suponho que as especiais sejam diferentes e não conseguimos encontrar o ritmo certo com o carro”, referiu Sesks, visivelmente frustrado com a prestação.
Mais atrás, Sami Pajari da Toyota está determinado a alcançar Dani Sordo e o oitavo lugar. Apesar de um pião numa zona enlameada da SS10, o finlandês recuperou o tempo ao bater Sordo por 11,9 segundos na última especial da manhã, regressando ao parque de assistência apenas 16,9 segundos atrás do espanhol. Num momento de boa disposição, Pajari brincou: “Vimos alguns cavalos antes da especial e estávamos a falar disso com o Dani, talvez o tenha distraído de alguma forma. Tenho de continuar com isso.”
Entre os regressados após problemas na sexta-feira, Oliver Solberg e Jon Armstrong voltaram à estrada, com Armstrong a demonstrar ritmo promissor apesar de partir da segunda posição na estrada. Solberg, por sua vez, mostrou algumas dificuldades de confiança, batendo Armstrong por apenas 3,2 segundos no conjunto das quatro especiais da manhã, mesmo tendo partido logo atrás do britânico.
Na luta pelo WRC2, Andreas Mikkelsen ampliou a vantagem sobre o colega de equipa na Toksport Škoda, Robert Virves, para 13,3 segundos, depois de ter começado o dia com 8,2 segundos de margem. A manhã ficou também marcada pela desistência de Yohan Rossel devido a problemas de motor, um duro golpe nas aspirações ao título do francês, que já tinha abandonado em Monte Carlo e Portugal.
Com a batalha pela vitória ao rubro entre Ogier e Neuville, as próximas especiais prometem manter o suspense até ao fim. O resultado desta ronda pode ser determinante para as contas do campeonato, especialmente com Elfyn Evans a tentar minimizar danos e manter a liderança. O Rali da Acrópole continua a provar ser um verdadeiro teste à resistência e mestria dos pilotos, com a próxima etapa a definir quem sai da Grécia como principal candidato ao título mundial de ralis.
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