O Rolls-Royce elétrico que abre o capô como um iate: o SUV mais luxuoso do mundo já circula camuflado

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Protótipos captados em testes revelam um mecanismo de abertura em borboleta inspirado no Boat Tail — e sugerem uma potência superior a 600 cavalos sob a carroçaria de alumínio.

Quando a Rolls-Royce decide fazer algo, faz-o de forma que ninguém mais o fará. O mais recente protótipo do futuro SUV totalmente elétrico da marca britânica — ainda sem nome oficial — foi captado em testes com uma característica que dificilmente passaria despercebida: o capô dianteiro abre-se ao meio, num movimento em borboleta que evoca os conveses deslizantes dos grandes iates de competição.

A inspiração vem do Boat Tail, a criação de carroçaria artesanal cujo preço especulado em 2021 rondava os 28 milhões de dólares — e cujo convés traseiro se divide em dois painéis articulados ao centro com o toque de um botão.

O novo SUV elétrico aplica exatamente o mesmo princípio, mas na frente do veículo: dois painéis da frunk — o compartimento dianteiro de armazenagem próprio dos elétricos — abrem-se eletricamente em sentido oposto, articulados ao centro. A utilidade prática deste espaço permanece em aberto: poderá acomodar um cabo de carregamento e o respetivo adaptador, ou a Rolls-Royce poderá optar por esconder esses acessórios na bagageira traseira, dada a dimensão do veículo.

A patente de design para este mecanismo foi depositada pela BMW — empresa-mãe da Rolls-Royce — em maio de 2024, junto de vários organismos internacionais de propriedade intelectual. Os desenhos técnicos revelados na altura aproximam-se claramente da linguagem visual atual da marca, incluindo semelhanças evidentes com o Cullinan.

Exterior e tecnologia

Os protótipos circulam ainda com camuflagem, mas permitem já identificar faróis dianteiros retangulares posicionados imediatamente abaixo de finas tiras de luzes de circulação diurna, bem como uma grelha frontal ereta e uma tomada de ar inferior de geometria marcadamente angular. O Spirit of Ecstasy, o icónico ornamento de capô da marca, encontra-se oculto — como é hábito nos protótipos de pré-série. De perfil, a semelhança com o Cullinan é inegável, embora a distância ao solo e os balanços dianterio e traseiro apresentem proporções ligeiramente distintas.

O interior permanece por revelar. A hipótese mais provável é que a Rolls-Royce adapte o sistema Panoramic iDrive da BMW para este contexto, potencialmente com uma maior presença de controlos físicos do que os oferecidos pelo iX3 — afinal, os clientes da casa de Goodwood não prescindem facilmente da tangibilidade dos acabamentos.

Desempenho estimado

Potência estimada

600+

cavalos (cv)

Plataforma

Neue Klasse

Arquitetura elétrica BMW

Tração

Integral

Dois motores elétricos

Referência BMW

463 cv

iX3 50 xDrive (Neue Klasse)

Sob a carroçaria de alumínio, a mecânica elétrica derivada da plataforma Neue Klasse da BMW parece garantida. A Rolls-Royce deverá recorrer a pelo menos dois motores elétricos — um por eixo — numa evolução da sua própria Arquitetura de Luxo enriquecida com componentes Neue Klasse. Para referência, o BMW iX3 50 xDrive, que já usa esta base, desenvolve 463 cavalos e 645 Nm de binário. O SUV britânico deverá superar confortavelmente os 600 cavalos.

O binário será, aliás, um dos argumentos centrais deste modelo: a Rolls-Royce construiu a sua reputação precisamente na entrega de força motriz de forma suave, silenciosa e disponível a qualquer regime. A propulsão elétrica é, nesse sentido, uma evolução natural — e não uma concessão. Importa também sublinhar que este novo modelo não substituirá o Cullinan, que deverá continuar em produção e a ser atualizado ao longo da década de 2030.