O mito GTi entra na era elétrica: Peugeot E-208 custa 42.553 euros
O essencial
- O Peugeot E-208 GTi chega a Portugal em janeiro de 2027 com 281 CV e preço a partir de 44.900 euros.
- Motor elétrico com 281 CV e 345 Nm de binário permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos.
- Autonomia até 375 quilómetros com pneus Hankook Ventus S1 Evo3, no ciclo WLTP combinado.
- Chassis rebaixado em 25 mm, vias alargadas e travões de 355 mm com pinças fixas de quatro pistões.
O regresso da sigla GTi faz-se numa nova era: pela primeira vez, a Peugeot transforma o seu emblemático desportivo num modelo 100% elétrico. O novo E-208 GTi chega a Portugal em janeiro de 2027, com 281 CV, um chassis desenvolvido pela Peugeot Sport e um preço a partir de 44.900 euros.
Desenvolvido em França pelas equipas da Peugeot Sport e da Peugeot Design, o E-208 GTi procura recuperar o espírito dos míticos desportivos da marca, em particular do 205 GTi, lançado há cerca de quatro décadas. A proposta mantém-se próxima do concept apresentado em 2025 e combina dimensões compactas com uma imagem mais agressiva e um desempenho pensado para proporcionar maior envolvimento ao volante.

Desempenho desportivo electrificado
O motor elétrico debita 281 CV e 345 Nm de binário, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 5,5 segundos. A velocidade máxima está limitada a 180 km/h. Segundo a marca, o modelo apresenta uma relação peso/potência de 5,5 kg por cavalo, enquanto a aceleração dos 80 aos 120 km/h é cumprida em 3,2 segundos.
A Peugeot Sport trabalhou também na gestão eletrónica do motor, recorrendo a conhecimentos adquiridos na competição automóvel. O objetivo foi garantir não apenas prestações elevadas, mas também a sua consistência em condições de condução exigentes.
A bateria mantém a capacidade bruta de 54 kWh do E-208, dos quais 51 kWh são utilizáveis, mas recebeu uma gestão térmica específica. O sistema de arrefecimento foi otimizado para controlar a temperatura e evitar limitações de potência quando o automóvel é sujeito a uma utilização mais intensa.
A autonomia anunciada varia consoante os pneus escolhidos. Com os Michelin Pilot Sport 4S, de série, o E-208 GTi pode percorrer até 352 quilómetros no ciclo combinado WLTP. Em alternativa, os pneus Hankook Ventus S1 Evo3, disponíveis sem custo adicional, permitem alcançar até 375 quilómetros.

Chassis e suspensão revisto
Para acompanhar o aumento de potência, o chassis recebeu várias alterações. A carroçaria foi rebaixada em 25 milímetros e as vias foram alargadas em 56 mm à frente e 28 mm atrás. As jantes de 18 polegadas, equipadas com pneus 215/40 R18, reforçam a postura desportiva, enquanto uma nova barra estabilizadora traseira e um diferencial autoblocante mecânico procuram melhorar a agilidade e a tração à saída das curvas.
A suspensão utiliza molas específicas e amortecedores exclusivos com batentes hidráulicos. A travagem fica a cargo de discos dianteiros de 355 mm, associados a pinças fixas de quatro pistões, concebidos para assegurar um desempenho consistente mesmo sob maior solicitação.
Visualmente, o E-208 GTi distingue-se pela carroçaria mais baixa, pelas vias alargadas e por vários apontamentos vermelhos que evocam a tradição GTi. As jantes perfuradas de 18 polegadas fazem uma referência direta às utilizadas pelo 205 GTi, enquanto os para-choques específicos, o spoiler dianteiro e o difusor traseiro reforçam a imagem desportiva sem comprometer a elegância do conjunto.
A assinatura luminosa de três garras, característica da Peugeot, mantém-se na dianteira e na traseira. A gama de cores inclui sete opções, entre as quais o novo Azul Miramar, além de tons como Vermelho Elixir, Branco Okénite e Amarelo Águeda.

Interior e funcionalidades
No habitáculo, o ambiente combina preto e vermelho, numa homenagem aos GTi do passado. Os bancos dianteiros desportivos, o volante compacto revestido a pele perfurada e Alcantara, os cintos vermelhos e os ecrãs digitais com grafismos específicos reforçam a identidade do modelo. O equipamento inclui ainda navegação conectada, Apple CarPlay e Android Auto sem fios e comandos de voz.
Apesar da orientação desportiva, a Peugeot procurou manter a utilização diária como prioridade. O carregamento numa Wallbox de 7,4 kW demora cerca de 4 horas e 40 minutos, enquanto numa estação rápida de corrente contínua de 100 kW é possível passar dos 20% aos 80% em menos de 30 minutos. O modelo inclui ainda planeamento de percursos com informação sobre carregamento, função V2L para alimentar dispositivos externos e controlo remoto através da aplicação MyPEUGEOT.
O novo Peugeot E-208 GTi já pode ser encomendado, com um preço de tabela a partir de 44.900 euros. Durante a fase de lançamento, os clientes particulares poderão adquiri-lo a partir de 42.553 euros. A marca disponibiliza ainda uma garantia PEUGEOT Care até oito anos ou 160.000 quilómetros, incluindo cobertura para a bateria nas condições previstas.
Com 281 CV, um chassis revisto pela Peugeot Sport e uma autonomia que pode chegar aos 375 quilómetros, o E-208 GTi representa uma nova interpretação de uma das siglas mais emblemáticas da marca francesa. Desta vez, o prazer de condução GTi chega sem motor de combustão, e com a missão de provar que a eletrificação também pode ter carácter desportivo.
Ficha técnica
- Motor
- Elétrico
- Potencia
- 281 CV
- Binario
- 345 Nm
- Aceleracao 0-100 km/h
- 5,5 segundos
- Velocidade maxima
- 180 km/h
- Autonomia
- Até 375 quilómetros (pneus Hankook) ou 352 quilómetros (pneus Michelin)
- Bateria
- 54 kWh capacidade bruta, 51 kWh utilizáveis
- Travagem
- Discos dianteiros de 355 mm com pinças fixas de quatro pistões
- Suspensao
- Molas específicas e amortecedores com batentes hidráulicos
- Preco
- A partir de 44.900 euros (42.553 euros na fase de lançamento)
AutoGear · 594 artigos
Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.