Novo Nio Firefly promete até 560 km de autonomia… chinesa
O essencial
- Novo Nio Firefly com bateria de 60 kWh a ser apresentado a 23 de outubro, prometendo até 560 km de autonomia no ciclo CLTC.
- Motor elétrico traseiro de 122 kW (164 CV) e 205 Nm de binário mantém-se inalterado na nova versão.
- Atuais proprietários do Firefly poderão atualizar os seus veículos para a nova configuração de bateria, segundo informações divulgadas na China.
A marca chinesa de automóveis elétricos compactos deverá apresentar a 23 de outubro uma nova versão equipada com uma bateria de 60 kWh. A autonomia anunciada sobe para 560 km no ciclo chinês CLTC (entre os 420 e os 450 km no ciclo WLTP), mantendo-se o motor traseiro de 164 CV. E há boas notícias para quem já tem um Firefly: a atualização da bateria também deverá estar disponível para os atuais proprietários.
A Firefly, a marca de automóveis elétricos compactos da Nio, prepara-se para reforçar a sua oferta com uma versão que promete responder a uma das principais preocupações de quem escolhe um elétrico: a autonomia.
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De acordo com informações divulgadas pela publicação chinesa Autohome, a novidade deverá ser apresentada a 23 de outubro e terá como principal destaque uma nova bateria de 60 kWh, que permitirá anunciar até 560 km de autonomia segundo o ciclo chinês CLTC.
Trata-se de um aumento significativo face à configuração atual, equipada com uma bateria de 42,1 kWh e uma autonomia anunciada de 420 km no mesmo ciclo de homologação. A Firefly passa, assim, a oferecer uma solução mais interessante para quem pretende utilizar o automóvel não apenas em cidade, mas também em deslocações mais longas.
Importa, contudo, ter em conta que os valores CLTC são obtidos segundo o sistema de homologação chinês e não devem ser diretamente comparados com os números WLTP utilizados na Europa.
Bateria maior, mas a mesma potência
Bateria maior, mas a mesma potência
A principal alteração está na bateria. A unidade atual, fornecida pela Sunwoda, deverá dar lugar a uma nova bateria de 60 kWh da CATL, um dos maiores fabricantes mundiais de baterias para veículos elétricos.
Apesar do aumento da capacidade energética, a configuração mecânica mantém-se inalterada. O Firefly continuará a utilizar um motor elétrico montado no eixo traseiro, com 122 kW (164 CV) de potência e 205 Nm de binário.
Também não são esperadas alterações na arquitetura da suspensão, que recorre a um sistema independente MacPherson à frente e a uma suspensão independente de cinco braços atrás.

A estratégia passa, portanto, por melhorar a autonomia sem mexer numa base técnica que já caracteriza o modelo. Uma abordagem que poderá tornar o Firefly mais versátil sem alterar a sua vocação de automóvel compacto para utilização diária.
Um citadino compacto com soluções práticas
Com quatro metros de comprimento, o Firefly foi concebido para responder às necessidades de quem circula sobretudo em ambiente urbano, onde as dimensões reduzidas e a facilidade de utilização são argumentos importantes.
O modelo mede 4.003 mm de comprimento, 1.781 mm de largura e 1.557 mm de altura, contando com uma distância entre eixos de 2.615 mm.
Um dos elementos mais distintivos está na dianteira, com uma assinatura luminosa composta por três anéis circulares, que confere ao pequeno elétrico uma identidade visual própria.
Outro detalhe interessante é a bagageira dianteira de 92 litros, com compartimentos de arrumação em diferentes níveis e um sistema de drenagem. Uma solução útil para guardar objetos que não se pretende transportar no habitáculo ou para facilitar a limpeza do espaço.
Interior digital e pensado para a cidade
Interior digital pensado para a cidade
No habitáculo, o Firefly aposta numa configuração moderna, com um volante multifunções de dois raios, um ecrã central tátil de 13,2 polegadas e um painel de instrumentos digital de seis polegadas.
A disposição interior procura também facilitar a utilização quotidiana. O conceito walk-through permite a passagem entre os bancos dianteiros, tornando mais simples entrar ou sair do automóvel em determinadas situações, uma vantagem potencial em espaços de estacionamento apertados.
A combinação entre dimensões compactas, soluções de arrumação e um interior digital reforça o posicionamento do Firefly como uma alternativa elétrica para quem procura um automóvel prático, sem abdicar de tecnologia.
Uma atualização também para os atuais proprietários
Atualização disponível para proprietários atuais
Um dos aspetos mais relevantes desta novidade é a possibilidade de os atuais proprietários atualizarem os seus veículos para a nova configuração de bateria, segundo a informação divulgada na China.
Se esta opção se confirmar nos moldes anunciados, permitirá prolongar a utilidade do automóvel e aumentar a autonomia sem obrigar os clientes a trocar de veículo. Ficam, contudo, por esclarecer os custos, as condições técnicas e a forma como será realizada a conversão.
A Firefly tem vindo a ganhar terreno desde a sua estreia comercial, em abril de 2025, tendo recentemente assinalado a entrega do seu veículo número 90.000.
Na China, o modelo foi lançado com preços a partir de 119.800 yuan, ou cerca de 17.900 dólares, com uma alternativa de 79.800 yuan através do programa BaaS (Battery as a Service), que permite separar o custo da bateria do preço do automóvel. Estes valores dizem respeito ao mercado chinês e não permitem antecipar diretamente o preço de uma eventual versão europeia.
A apresentação da nova variante deverá esclarecer os detalhes finais da bateria, os preços e as condições de atualização. Para já, a promessa é clara: mais autonomia para um elétrico compacto que procura tornar-se uma opção cada vez mais versátil no quotidiano.
Ficha técnica
- Comprimento
- 4.003 mm
- Largura
- 1.781 mm
- Altura
- 1.557 mm
- Distância entre eixos
- 2.615 mm
- Motor
- Elétrico traseiro
- Potencia
- 122 kW (164 CV)
- Binario
- 205 Nm
- Bateria
- 60 kWh (CATL)
- Autonomia
- 560 km (ciclo CLTC)
- Ecrã central
- 13,2 polegadas
- Painel de instrumentos
- 6 polegadas
AutoGear · 675 artigos
Jornalista de automóveis desde o ano 2000. Iniciou o seu percurso na Motorpress Lisboa, onde escreveu em revistas como o Guia do AUTOMÓVEL, Auto Magazine e Veículos Comerciais. Escreveu ainda para o semanário Autohoje, onde se especializou em testes e reviews de automóveis.
Mudou-se para a Revista Carros & Motores em 2018, permanecendo até 2025. Em 2026 integrou a redação do Autogear, onde tenta dinamizar o site. É também diretor da "Revista" Comerciais & Pesados, um suplemento trimestral da "Carros & Motores" e o membro português do júri do International Truck of the Year (Camião Internacional do Ano).