O Grande Prémio da Hungria trouxe um novo fôlego à McLaren, com Lando Norris a conquistar a sua primeira vitória da temporada, sublinhando a eficácia das melhorias implementadas no MCL40. Andrea Stella, o director da equipa, destacou que a McLaren pagou um “preço pesado” pelo sucesso de 2025, mas elogiou a resposta da equipa que culminou numa actualização transformadora do seu monolugar.
Após garantir o título de construtores em 2024, a McLaren conseguiu a dobradinha em 2025, mas a entrada em 2026 trouxe desafios significativos devido a uma reformulação regulamentar. Com a Mercedes a estabelecer uma clara dominância no início da temporada, a McLaren teve de enfrentar problemas de fiabilidade e procurar um caminho de volta à competitividade. No entanto, a vitória em Budapeste demonstrou que a equipa conseguiu superar estes obstáculos, com o MCL40 a revelar-se o melhor da grelha no Hungaroring.
Stella expressou o seu orgulho pelo trabalho da equipa, afirmando que a unidade foi fundamental para a recuperação após um início de temporada difícil. “Acredito que a lição mais importante que retiramos destes sete meses de trabalho árduo é que, em tempos de grande dificuldade, a unidade é a força”, disse Stella. Ele sublinhou ainda a importância da coesão da equipa para regressar ao topo, mencionando que a McLaren poderia ter sucumbido às dificuldades, mas em vez disso focou-se nas razões técnicas e estratégicas por trás dos seus desafios.
Zak Brown, o CEO da McLaren Racing, também reconheceu o esforço necessário para manter a posição de destaque. “Agora temos de repetir tudo isso, e será difícil, porque a pior equipa na Fórmula 1 é realmente boa”, afirmou. Brown notou que a competição entre equipas é agora muito mais acirrada, com todos a operarem sob o limite de custos.
Stella referiu ainda que não houve um único momento decisivo que alterou o rumo da equipa, mas sim uma crescente consciência da magnitude dos desafios. Ele destacou a pausa forçada em Abril, onde não se realizaram corridas devido ao cancelamento dos Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita, como uma oportunidade para a equipa se concentrar na análise do desempenho do MCL40 e redireccionar o desenvolvimento do carro.
A McLaren também tem avançado na compreensão da unidade motriz Mercedes, embora Stella tenha afirmado que a optimização deste componente ainda está em curso. “Tem sido um processo longo, com altos e baixos, mas que começa a dar frutos”, concluiu, referindo-se ao progresso significativo em competitividade alcançado com o novo pacote aerodinâmico introduzido em Budapeste. A próxima prova promete ser um novo teste para a McLaren, que busca consolidar a sua posição na frente da grelha.
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