Nos últimos Grandes Prémios do Canadá e de Mónaco, a McLaren enfrentou uma dura realidade que obrigou a equipa a encarar de forma clara as suas limitações atuais. O director da equipa, Andrea Stella, não hesitou em qualificar estas duas provas como um verdadeiro “despertar para a realidade”, após uma série de contratempos que comprometeram o desempenho e a fiabilidade dos seus monolugares.
No Canadá, Lando Norris viu a sua corrida interrompida prematuramente por uma avaria na caixa de velocidades, falhando a obtenção de pontos, enquanto em Mónaco, o campeão do mundo em título voltou a sofrer um abandono precoce, desta vez devido a um problema na unidade motriz. Oscar Piastri, por sua vez, conseguiu assegurar um quarto lugar, somando alguns pontos positivos, mas fica a sensação de que a McLaren esteve longe do ritmo das equipas da frente, muito diferente da performance exibida em provas anteriores como no Japão e Miami, onde foram o adversário mais próximo da Mercedes.
Andrea Stella foi frontal ao analisar o desempenho recente: “Há, certamente, um importante despertar para a realidade que vem do Canadá e Mónaco. A realidade, antes de mais, é que não fomos rápidos o suficiente, especialmente em termos de corrida em ambas as provas.” O responsável destacou ainda a falta de fiabilidade como outro problema crucial: “Não temos sido suficientemente fiáveis e, quando olhamos para a fiabilidade, temos tido problemas em praticamente todas as áreas do carro. Não é um problema específico. Hoje foi a unidade motriz, mas já tivemos outras questões com esta componente. Para o Lando, no Canadá, foi a caixa de velocidades.”
A McLaren prepara-se agora para a próxima prova em Barcelona, onde espera dar um passo em frente e ultrapassar estas dificuldades. Apesar de reconhecerem as causas dos problemas de fiabilidade, Stella sublinhou que, num início de ciclo de regulamentos novo, a equipa ainda enfrenta desafios que não consegue controlar totalmente: “Estamos a fazer uma avaliação de desempenho e de fiabilidade, olhando para o Canadá e para Mónaco. Entendemos estas questões de fiabilidade isoladamente e podemos corrigi-las, mas quando se acumulam tantos problemas, pode ser sintomático do facto de o projeto ainda ser relativamente jovem.”
Com o campeonato a avançar, a McLaren sabe que terá de acelerar a sua evolução para voltar a ser uma ameaça constante na frente do pelotão. O desafio é grande, mas a equipa mantém o foco em corrigir as suas fraquezas para recuperar o terreno perdido e lutar por melhores resultados nas próximas provas.
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