Lewis Hamilton critica a predominância dos computadores na fórmula 1

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Lewis Hamilton critica o domínio dos computadores na Fórmula 1: «É realmente frustrante»

Lewis Hamilton não esconde a sua insatisfação com o papel cada vez mais preponderante da tecnologia na Fórmula 1, afirmando que a velocidade pura dos pilotos está a ser prejudicada pelos complexos sistemas de gestão de energia. O sete vezes campeão mundial revelou esta opinião durante uma conversa com Neil deGrasse Tyson no podcast StarTalk.

Atualmente terceiro no campeonato com 147 pontos, atrás do líder Kimi Antonelli e do seu companheiro de equipa na Mercedes, George Russell, Hamilton sublinha que as mudanças regulamentares, nomeadamente a eliminação do MGU-H nas unidades de potência, tornaram a gestão da energia ainda mais decisiva. Esta alteração obriga os pilotos a equilibrar cuidadosamente o carregamento e o uso da bateria, o que tem originado várias ultrapassagens e re-ultrapassagens em ritmo de “yo-yo”.

O piloto britânico destacou a dificuldade que esta complexidade causa não só aos adeptos, mas também aos próprios pilotos. «É muito difícil para os fãs compreenderem totalmente, e também para nós. O objetivo máximo ao conduzir um carro de F1 é levá-lo ao limite», explicou Hamilton. «Quanto mais rápido fizeres uma curva, idealmente devias melhorar o teu tempo face aos outros. Agora, com as limitações da bateria, estamos constantemente… quando não tens potência, estás a carregar a bateria, quando tens potência, estás a usar a bateria.»

Hamilton lamentou ainda que o desaparecimento do MGU-H tenha penalizado os pilotos mais agressivos: «Temos menos carga este ano porque retiraram o MGU-H. Se passares rápido nas zonas de alta velocidade e estiveres mais comprometido, arriscando mais nas curvas, acabas por ser penalizado porque não carregas bateria suficiente.»

O britânico revelou uma situação recente em que o desempenho do software afetou diretamente o seu ritmo: «Ontem estava a perder três décimos só porque o software não estava a funcionar. Só percebi quando falei com os engenheiros e lhes disse ‘Desculpem, estou lento’, e eles responderam ‘Não estás lento, o software é que não estava a funcionar.’ Isso é muito frustrante, porque antigamente não tínhamos isso.»

Esta crítica de Hamilton realça o crescente debate sobre o equilíbrio entre tecnologia e habilidade dos pilotos na Fórmula 1 moderna, numa altura em que as regras técnicas continuam a evoluir para garantir maior eficiência energética, mas que podem estar a complicar a essência da competição.

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