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Lembra-se do Chevrolet Captiva? Está de volta, mas agora é um Wuling chinês

Publicado a 7 de Setembro de 2026, 10h00  ·  Atualizado a 7 de Setembro de 2026, 13h29  ·  1 min de leitura

O essencial

  • O Chevrolet Captiva regressa como híbrido plug-in baseado no Wuling Starlight S, modelo chinês
  • Potência combinada de 204 CV, autonomia elétrica de 80 km e autonomia total até 1.000 km
  • Novo Captiva será montado no Brasil com kits provenientes da China, sem previsão de regresso à Europa

Um SUV chinês com identidade Chevrolet

O conhecido SUV regressa como híbrido plug-in, com 204 CV, até 1.000 km de autonomia e muita tecnologia. O Chevrolet Captiva está de volta, mas pouco tem a ver com o SUV que conhecíamos. A nova geração é um modelo híbrido plug-in desenvolvido na China e baseado integralmente no Wuling Starlight S.

Na prática, a Chevrolet adoptou o modelo chinês, redesenhou a frente para lhe dar a sua identidade e colocou os seus logótipos. A plataforma, carroçaria, dimensões, interior e mecânica são partilhados com o Wuling.

204 CV e até 1.000 km

O novo Captiva PHEV combina um motor a gasolina atmosférico de 1,5 litros com um sistema eléctrico alimentado por uma bateria de 20,5 kWh.

A potência combinada chega aos 204 CV, com 310 Nm de binário e tracção dianteira. Em modo eléctrico, a autonomia ronda os 80 km, enquanto a autonomia total pode aproximar-se dos 1.000 km. Com 4,74 metros de comprimento e 2,80 metros de distância entre eixos, o Captiva oferece espaço para cinco ocupantes.

Tecnologia de sobra

Tecnologia avançada e produção no Brasil

Entre o equipamento disponível encontram-se jantes de 18 polegadas, controlo de velocidade adaptativo, bancos com regulação eléctrica, tecto panorâmico, câmaras de 360 graus e vários sistemas de assistência à condução.

No interior, o painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas e o sistema multimédia recorre a um ecrã de 15,6 polegadas.

Produção no Brasil

O novo Captiva será montado no Brasil, na fábrica do Ceará, utilizando kits provenientes directamente da China. A General Motors ainda não revelou a data exacta para o início da produção.

Por enquanto, não existe indicação de um regresso à Europa. Mas uma coisa é certa: o Captiva que muitos portugueses conheceram mudou completamente de identidade, e agora tem ADN chinês.

Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  502 artigos

Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.

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