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Kimi Antonelli, campeão do mundo: o rapaz de Bolonha que reescreveu a história da Fórmula 1 aos 20 anos

Publicado a 1 de Novembro de 2026, 22h23  ·  4 min de leitura

O essencial

  • Kimi Antonelli é o campeão do mundo de Fórmula 1 aos 20 anos e 68 dias, o mais jovem da história.
  • Primeiro italiano a conquistar o título mundial desde Alberto Ascari em 1953, terminando uma espera de 73 anos.
  • Venceu nove das 18 corridas antes do México e liderava com 365 pontos, 123 à frente de Russell.

Kimi Antonelli é o campeão do mundo de Fórmula 1. Aos 20 anos e 68 dias, o piloto da Mercedes garantiu o título de pilotos de 2026 na Cidade do México, tornando-se o mais jovem campeão da história da modalidade, mais de três anos mais novo do que Sebastian Vettel quando venceu em 2010. É também o primeiro italiano a conquistar o campeonato do mundo desde Alberto Ascari, em 1953, pondo fim a uma espera de 73 anos.

O título coroa uma temporada de domínio. Antes do México, Antonelli tinha vencido nove das 18 corridas e liderava a classificação de pilotos com 365 pontos, mais 123 do que o seu companheiro de equipa na Mercedes, George Russell, que somava 242, e mais 124 do que Lewis Hamilton, que tinha 241. Max Verstappen somava 236, Charles Leclerc 233 e Lando Norris 211, estando os três já matematicamente afastados da luta pelo título. A Mercedes liderava o campeonato de construtores com 607 pontos, contra os 474 da Ferrari, e também podia garantir o título no México.

Do karting ao título mundial

Nascido a 25 de agosto de 2006, em Bolonha, Andrea Kimi Antonelli é filho de Marco Antonelli, antigo piloto que dirige a Antonelli Motorsport. O seu segundo nome, Kimi, foi escolhido por um amigo da família por combinar com os restantes nomes. Começou no karting aos sete anos, na equipa do pai, conquistou o primeiro título em 2015 e integrou o programa de jovens pilotos da Mercedes em 2019. Em 2020 e 2021, conquistou dois títulos europeus consecutivos de karting na categoria sénior.

A sua carreira nos monolugares começou em 2021, nos campeonatos de F4 italiana e de Fórmula 4 dos Emirados Árabes Unidos. Em 2022, conquistou os títulos da F4 italiana e da ADAC F4 com a Prema, além de uma medalha de ouro para Itália na Taça de F4 dos FIA Motorsport Games. Em 2023, venceu o Campeonato Europeu de Fórmula Regional e o título de Fórmula Regional do Médio Oriente. Em 2024, subiu à Fórmula 2 com a Prema, terminando em sexto na classificação, com duas vitórias.

A Mercedes promoveu-o à sua equipa de Fórmula 1 para 2025, com Toto Wolff a colocá-lo no lugar deixado vago pela transferência de Hamilton para a Ferrari. Estreou-se no Grande Prémio da Austrália, em março de 2025, aos 18 anos, terminando em quarto e tornando-se o terceiro piloto mais jovem a alinhar numa corrida de Fórmula 1. Concluiu a temporada de estreia em sétimo no campeonato, com 150 pontos, e tem continuidade assegurada na Mercedes até 2027. Corre com o número 12, que utiliza desde 2023.

Uma época de recordes e domínio

Em 2026, transformou esse potencial numa campanha rumo ao título. Depois de um segundo lugar na Austrália, venceu na China, onde se tornou o mais jovem piloto a conquistar uma pole position na história da Fórmula 1 e o primeiro italiano a vencer um Grande Prémio desde Giancarlo Fisichella, em 2006. Seguiram-se vitórias no Japão, em Miami, no Canadá e no Mónaco. Após o Japão, tornou-se o mais jovem líder da classificação de pilotos e o primeiro italiano a liderar o campeonato desde Ascari. Em Miami, tornou-se o primeiro piloto a converter as suas três primeiras poles consecutivas em vitórias nas respetivas provas. No Mónaco, passou a ser o mais jovem vencedor da corrida e o mais jovem piloto a alcançar um grand chelem. Também venceu na Bélgica e no Grande Prémio dos Estados Unidos, convertendo a pole em vitória, e, nas últimas 11 corridas antes do México, somou nove pódios, um quinto lugar e um 15.º.

O fim de semana na Cidade do México

O fim de semana na Cidade do México não foi fácil. Qualificou-se em quinto, a menos de dois décimos de Hamilton, autor da pole, e afirmou antes da corrida que estava «mais tenso do que o habitual», acrescentando: «Definitivamente, ainda não me sinto a 100 por cento», após uma doença que o obrigou a faltar aos compromissos com a comunicação social na quinta-feira. Antes do fim de semana, tinha dito que a forma perfeita de conquistar o título seria «terminar em grande», e Wolff antecipara os festejos: «Vai ser uma festa de tequila.»

A corrida foi interrompida na volta 45 com bandeira vermelha, depois de uma falha na suspensão de Valtteri Bottas ter provocado um acidente na curva 1. Antonelli, que liderava antes da sua paragem na volta 43, surgia em terceiro, atrás de Verstappen e Leclerc, após as paragens nas boxes.

Norris, que tem utilizado o número 1 enquanto campeão em título, afirmou estar «mais do que feliz» por entregá-lo a Antonelli. A partir da próxima temporada, pertence ao rapaz de Bolonha.

Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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