Josef Newgarden critica Team Penske após lesão e desempenho fraco

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Josef Newgarden protagonizou um regresso marcado pela polémica e pela frustração no Grande Prémio de Detroit da IndyCar. Ainda a recuperar de uma lesão no pé esquerdo, consequência do grave acidente sofrido na Indy 500, o piloto da Team Penske não escondeu a sua insatisfação com a decisão da equipa em mantê-lo ao volante, lançando uma crítica velada à gestão da equipa e à sua mentalidade vencedora.

“O meu pé está lesionado e, se a Team Penske não quisesse que eu conduzisse, eu aceitaria. Se realmente quisessem ganhar, teriam posto o Felipe [Nasr] no carro. Ele ia arrasar”, afirmou Newgarden após a corrida, numa declaração que revela uma certa amargura. Nasr esteve de reserva até ao último momento, preparado para substituir o piloto norte-americano caso este não estivesse em condições, mas a equipa optou por manter Newgarden em pista.

A qualificação não deixou grandes esperanças, com Newgarden a partir da 21.ª posição, logo atrás de Romain Grosjean, o que já indicava que a sua recuperação não estava a ser total. Durante a corrida, enquanto Alex Palou batalhava na frente, Newgarden manteve-se numa estratégia mais defensiva para evitar agravar a lesão, terminando no décimo lugar — um resultado que, apesar de modesto, superou as suas expectativas dadas as circunstâncias. Contudo, o piloto não ficou satisfeito: “Um top-15 no domingo seria quase um milagre. Temos de aceitar este resultado, mas sinto que a oportunidade que a equipa criou com este carro, talvez até para um pódio, foi desperdiçada. Estive sempre a defender o carro porque parecia que todos concordavam que podiam ser mais agressivos comigo.”

A decisão da equipa Penske em confiar num piloto lesionado, especialmente após o impacto direto que Newgarden sofreu contra o muro na Indy 500, causou surpresa no paddock, dada a mentalidade competitiva e exigente de Roger Penske e da sua organização. No entanto, esta não é a primeira vez que Newgarden compete lesionado. Há cerca de uma década, numa corrida no Texas, sofreu um acidente violento que lhe provocou uma clavícula partida e uma lesão no pulso, obrigando-o a receber ajuda para sair do carro. Apesar da gravidade, regressou ao volante apenas 12 dias depois, ao serviço da equipa Ed Carpenter Racing.

Surpreendentemente, Newgarden considera que a atual lesão no pé é mais incapacitante do que aquela que sofreu em 2016. “Esta lesão é pior. Definitivamente, é uma situação menos vantajosa do que a última vez”, confessou. A equipa e o piloto mantêm em segredo a extensão exata da lesão, mas o facto de Newgarden ter sido visto a usar um andarilho para se deslocar preocupa os fãs e especialistas.

Ainda assim, a prestação do piloto em Detroit foi digna de elogios, tendo em conta o seu estado físico. Este episódio levanta dúvidas sobre a pressão que os pilotos enfrentam para competir mesmo em condições adversas e sobre as escolhas das equipas quando se trata de maximizar resultados. Josef Newgarden mostrou resiliência e profissionalismo, mas as suas palavras deixam no ar um alerta sobre as prioridades da Team Penske e a gestão do seu plantel em momentos críticos.

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