Ferrari defende Hamilton após penalização polémica no GP britânico
Lewis Hamilton foi penalizado com cinco segundos devido a um falso arranque no Grande Prémio da Grã-Bretanha, uma decisão considerada “um pouco dura” pelo director de equipa da Ferrari, Fred Vasseur. Apesar das imagens de vídeo mostrarem um ligeiro movimento do carro de Hamilton ainda antes do sinal verde, os sensores da equipa não detectaram qualquer deslocação na grelha.
Os comissários analisaram o arranque do piloto britânico e determinaram que o carro número 44 se moveu após o terceiro dos cinco semáforos vermelhos se acender, mas antes de ser dado o sinal de partida. No seu veredicto, os comissários afirmaram: “Os comissários determinaram que, após o terceiro semáforo vermelho se acender e antes de ser dado o sinal de partida, o Carro 44 moveu-se. Isto foi claramente visível nas imagens on-board, referenciando a inscrição amarela Pirelli no pneu, que rodou para cima e para a frente antes de os semáforos se apagarem. O facto de o movimento ser limitado não invalida a infração. Qualquer movimento nesse intervalo constitui um falso arranque.” Assim, Hamilton infringiu o Artigo B5.11.1 do regulamento, recebendo a penalização correspondente.
Fred Vasseur, confrontado com a decisão após a prova, explicou: “Pelos sensores não vemos o carro a mexer-se na grelha, mas é verdade que no vídeo vê-se o autocolante nos pneus a mexer-se um bocadinho. Não sou eu que julgo se é falso arranque ou não. Acho que é um pouco duro quando os sensores não detectam movimento.” Questionado se este falso arranque faz parte de demasiados “erros” de Hamilton, Vasseur rejeitou a ideia: “Erros? Estão a ser um pouco duros. O carro mexeu-se 2mm na grelha, é uma possibilidade, mas é um pouco forte dizer que é um erro.”
Durante a corrida, Hamilton caiu de segundo para terceiro lugar após a Ferrari o ter chamado às boxes para uma paragem, decisão com a qual o piloto não teria concordado se tivesse tido todos os dados na altura. Ainda assim, o resultado em Silverstone demonstrou sinais de uma evolução positiva e de maior confiança do piloto britânico.
Sobre o progresso mental e desportivo de Hamilton, Vasseur destacou: “Acho que vem dos dois lados. Conhecemos melhor o Lewis, ele conhece melhor a equipa. Trabalhámos no carro desde o início, porque ele esteve presente quando começámos o projecto há um ano. Pedra após pedra, não é uma mudança radical, não é uma única pedra, hoje está tudo muito mais alinhado.”
A actuação de Hamilton e a resposta da Ferrari no Grande Prémio da Grã-Bretanha continuam a alimentar o debate sobre a rigidez das penalizações e o caminho de crescimento mútuo entre piloto e estrutura técnica.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.