David Coulthard expressou descontentamento em relação às falhas “óbvias” nas novas regulamentações da Fórmula 1 para 2026, afirmando que a resposta tardia da FIA foi decepcionante. O piloto, que conquistou 13 Grandes Prémios na sua carreira, culpou o organismo regulador da F1 pelo que considera uma falta de antecipação às dificuldades que surgiram com as novas regras.
Na nova era da F1, as regulamentações de chassis e unidades de potência foram alteradas, apresentando uma divisão quase igualitária entre energia elétrica e motores de combustão interna a funcionar com biocombustíveis sustentáveis. Contudo, a reação dos pilotos, incluindo Max Verstappen, Lando Norris e Oscar Piastri, tem sido crítica, especialmente em relação ao estilo de competição que agora depende fortemente das baterias. Verstappen, em particular, já tinha alertado sobre esses desafios durante o Grande Prémio da Áustria em 2023.
Com as alterações na limitação de recuperação de energia implementadas pela FIA, a competição começou a mostrar um maior dinamismo, resultando em cinco vencedores diferentes nas últimas cinco corridas, o que, segundo Coulthard, é um sinal positivo. Porém, ele questiona o porquê da FIA ter demorado tanto a reagir a questões que já eram previsíveis. “O novo regulamento surgiu com pilotos e engenheiros a dizer que 'isto não vai ser bom'. A partir de Miami, a recuperação foi boa, mas a necessidade de reação a uma realidade que deveria ter sido antecipada é um pouco dececionante”, afirmou Coulthard no podcast Up To Speed.
Nikolas Tombazis, diretor da FIA para monolugares, defendeu a organização, afirmando que muitas das preocupações levantadas pelos pilotos foram previstas e que tentaram fazer ajustes, mas a falta de consenso entre os fabricantes de motores impediu mudanças eficazes. “Precisávamos de, pelo menos, quatro dos cinco fabricantes de unidades de potência para concordar com as alterações desejadas, e simplesmente quatro deles não concordaram durante os anos em que discutimos ajustes”, explicou Tombazis.
A situação atual aponta para uma revisão das proporções entre energia elétrica e motores de combustão interna, com alterações planeadas para 2027 e um possível regresso dos motores V8 até 2031, conforme anunciado pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. Enquanto isso, Coulthard continua a observar a evolução da competição, reconhecendo que, apesar dos desafios iniciais, a resposta da F1 tem sido positiva.
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