A Aston Martin está a traçar um novo rumo na temporada de 2026, após um início que ficará na memória como um dos piores da Fórmula 1 moderna. As melhorias começam a surgir, especialmente após a introdução de uma vasta gama de atualizações no Grande Prémio da Hungria, permitindo a Fernando Alonso alcançar a Q2 pela primeira vez esta temporada. O motor Honda foi a questão central nas primeiras semanas, com a equipa a revelar que a fabricante japonesa tinha realocado muitos dos seus especialistas em F1 para outros projetos, o que afetou o desempenho inicial da Aston Martin.
O Diretor de Pista da Aston Martin, Mike Krack, e a sua equipa tiveram reuniões “difíceis” com a Honda nos últimos meses, mas acredita que esses encontros ajudaram a melhorar a relação entre as partes. Krack salientou que as conversas foram cruciais para a colaboração técnica entre a fábrica de Silverstone e a sede da Honda em Sakura, e que, apesar da dificuldade, são necessárias para o progresso da equipa. “É fácil apontar o dedo”, afirmou Krack. “Mas sentámo-nos e dissemos: ‘Estamos juntos nisto. Precisamos de trabalhar arduamente para sair disto juntos’.”
O responsável da Aston Martin reconheceu que o caminho não foi fácil e que tiveram muitas discussões difíceis, mas acredita que essas experiências fortaleceram a equipa. Ele enfatizou que é essencial manter uma abordagem profissional em momentos complicados e que, se conseguirem voltar a estar competitivos em breve, poderão olhar para os últimos seis meses e retirar lições valiosas.
Com a primeira grande atualização do motor à espera do regresso das corridas após a pausa de verão, a Aston Martin pode estar a preparar-se para dar um passo significativo na luta por melhores resultados na grelha.
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