Alonso diz que Aston Martin está seis meses atrasada na fórmula 1

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A Aston Martin mostrou um avanço no seu desempenho ao introduzir um novo pacote de atualizações para o chassis AMR26 durante o Grande Prémio da Hungria, mas Fernando Alonso foi claro ao afirmar que a equipa ainda enfrenta um atraso de seis meses em relação aos seus concorrentes. Apesar de ter conseguido passar pela Q1 pela primeira vez na temporada, os pilotos Alonso e Lance Stroll terminaram a corrida em 13.ª e 14.ª posições, respetivamente.

No Grande Prémio da Hungria, a Aston Martin implementou 16 atualizações significativas no seu monolugar, com Adrian Newey a ter um papel crucial no desenvolvimento do chassis ao longo do ano. O piloto espanhol, embora otimista com as melhorias, expressou uma visão realista sobre a situação da equipa, que tem enfrentado dificuldades tanto em performance como em fiabilidade. O melhor cenário para a Aston Martin tem sido terminar à frente dos monolugares da Cadillac, um reflexo da luta da equipa na temporada de 2026.

Alonso destacou a necessidade de tempo para que as atualizações sejam plenamente integradas e para que a equipa recupere terreno. “A melhor notícia é que parece que os problemas foram compreendidos, e agora só precisamos de tempo para colocar tudo em prática”, comentou o piloto. Ele também frisou que a temporada começou de forma desastrosa e que o foco deve ser o aprendizado, mais do que os resultados imediatos. “Quando começas com uma desvantagem tão grande no motor e no chassis, ficas preocupado. Estás tão atrás que nem sabes realmente onde está o problema”, acrescentou.

Além disso, Alonso mencionou que agora a equipa compreende melhor as suas carências e a direção que deve seguir. “A questão é que todos os outros têm usado esta direção desde janeiro, e nós estamos a começar em julho. Estamos seis meses atrasados, e agora temos de ganhar a corrida de desenvolvimento fora da pista”, concluiu, sublinhando a urgência de acelerar o processo de evolução da Aston Martin.

Com a próxima prova no horizonte, a Aston Martin terá de trabalhar arduamente para reduzir esta desvantagem e tentar estabelecer-se como uma equipa competitiva no pelotão intermédio do campeonato.

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