CEO da F1 defende novas regras apesar das críticas de Max Verstappen

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Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, defendeu as novas regras da modalidade em resposta às críticas de Max Verstappen, reafirmando que os pilotos têm liberdade para expressar as suas opiniões sobre o assunto. As novas regulamentações, que entraram em vigor no início do ano, têm gerado um intenso debate entre os pilotos e os fãs, especialmente devido aos novos motores híbridos 50/50 que alteraram a dinâmica das corridas.

As primeiras corridas da temporada foram marcadas por um aumento nos tempos de volta, uma vez que os pilotos precisam de equilibrar a utilização da energia das baterias com a potência do motor de combustão. Este cenário resultou em corridas com escassos ultrapassagens, levando ao surgimento do termo “corrida yo-yo”. Verstappen, que já tinha expressado preocupações sobre estas regras antes da sua implementação, voltou a manifestar a sua insatisfação, sendo apoiado por outros pilotos como Lando Norris, Fernando Alonso e Carlos Sainz.

Domenicali, consciente das reações, aproveitou o período de pausa de verão para esclarecer a sua posição. “Vocês sabem que não estamos aqui para colocar fita na boca de ninguém,” afirmou. “A beleza do nosso desporto é que todos podem ter uma opinião, mas a opinião é apenas uma opinião.” O CEO sublinhou a necessidade de um diálogo construtivo entre os pilotos e a organização, reconhecendo que diferentes pilotos têm preferências distintas quanto às regras.

A mudança para uma maior eletrificação na F1 tem sido alvo de críticas, especialmente no que diz respeito à essência do desporto. Max Verstappen e outros pilotos referiram que a tecnologia excessiva pode prejudicar a experiência de corrida, com Oscar Piastri a descrever a situação como uma “maneira bastante má de correr”. Contudo, Domenicali acredita que esta abordagem está a atrair novos fãs, afirmando que a audiência está a crescer e que a F1 está a alcançar um novo público, tanto no circuito como fora dele.

O CEO também destacou a importância de atrair fabricantes, como a Honda e a Audi, que têm uma rica história em corridas baseadas em eletrificação. “Esta mudança estava ligada a uma razão vital,” disse Domenicali, sublinhando que a evolução da F1 é essencial para a sua sobrevivência e relevância.

Apesar das críticas, a Fórmula 1 planeia um retorno gradual à predominância do poder de combustão a partir de 2027, com um objetivo de 60/40 a favor dos motores de combustão até 2028. As novas diretrizes prometem trazer um estilo de corrida que, segundo muitos, poderá relembrar os tempos áureos da F1, atraindo assim um novo grupo de fãs.