Hamilton admite que deve evitar penalizações dos comissários na fórmula 1

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Lewis Hamilton afirmou que precisa de parar de dar aos comissários da FIA “qualquer razão” para lhe aplicarem penalizações, após ter recebido a sua quarta sanção em três fins de semana de Fórmula 1 no Grande Prémio da Hungria. O piloto da Mercedes foi penalizado com cinco segundos por exceder a velocidade no pitlane, o que o fez descer da quarta posição para a quinta, atrás do seu colega de equipa na Ferrari, Charles Leclerc.

A penalização foi aplicada durante uma paragem tardia para troca de pneus sob o safety car virtual no circuito de Hungaroring. O documento oficial dos comissários indicava que Hamilton excedeu o limite de 80 km/h em apenas 0,1 km/h. O director da equipa, Fred Vasseur, insinuou que a infração poderia ter sido ainda menor, referindo que existe uma pequena margem de tolerância, sugerindo que Hamilton estava a apenas 0,01 km/h acima do limite. “O limite era 80 [km/h], mas a FIA aceita 80,05 e nós fizemos 80,06,” disse Vasseur, sublinhando que as velocidades eram provavelmente arredondadas para dar a discrepância de 0,1 km/h.

Vasseur destacou que, quando o fim de semana não decorre como planeado, uma diferença de 0,1 km/h pode ser significativa. Até há alguns anos, a FIA permitia uma tolerância até 80,9 km/h antes de considerar que os carros tinham quebrado o limite de velocidade, mas isso levou as equipas a abusar desse limite, resultando na atual abordagem de tolerância zero. A responsabilidade recai sobre as equipas para assegurar que os seus sistemas estão perfeitamente calibrados para manter a velocidade abaixo de 80 km/h durante todos os mini-setores onde são feitas as medições de tempo, bem como sobre os pilotos para activarem e desactivarem o limitador no momento certo.

No caso de Hamilton, Vasseur sugeriu que, na sua pressa para ultrapassar o piloto da Mercedes, Kimi Antonelli, ele terá libertado o limitador demasiado cedo ao sair dos boxes. “É provavelmente uma sucessão de erros,” comentou Vasseur. “Ele bloqueou a roda na paragem, e perdemos algumas décimas durante a paragem. Depois, provavelmente estava a tentar ser óptimo na saída do pit lane, mas foi um pouco cedo.”

Após a bandeira de xadrez, Hamilton referiu-se ao seu historial de penalizações, que incluía uma penalização de cinco segundos no Grande Prémio da Grã-Bretanha por um arranque antecipado e outra também de cinco segundos no Grande Prémio da Bélgica por uma colisão na primeira volta com George Russell. Além disso, em Hungria, antes da penalização por velocidade, Hamilton já tinha recebido uma desqualificação de três lugares por obstruir Oscar Piastri na qualificação. Apesar de reconhecer a sequência de decisões desfavoráveis, Hamilton não sente que há uma campanha contra si, aceitando a responsabilidade por alguns dos incidentes.

“Eu acho que as últimas três corridas foram bastante más da minha parte,” disse Hamilton. “Silverstone foi culpa minha. A última corrida, até o piloto com quem colidi [Russell] disse que foi apenas um incidente de corrida. Essa penalização não era necessária, mas custou-me muitos pontos.” Hamilton enfatizou que o essencial é evitar situações que levem os comissários da FIA a considerar penalizações. “Tenho de garantir que não lhes dou qualquer razão para me penalizarem no futuro,” concluiu.

Vasseur concordou que a penalização no Grande Prémio da Bélgica foi injustificada, considerando o acidente com Russell como um incidente de corrida. Hamilton também mencionou que a FIA está a considerar ajustar a forma como os arranques são avaliados, num esforço para garantir mais consistência nas decisões.

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