Max Verstappen mostrou-se visivelmente frustrado ao qualificar-se apenas na sexta posição para o Grande Prémio da Hungria, depois de um despiste na sua última volta rápida na Q3 no circuito de Hungaroring. O piloto da Red Bull, quatro vezes campeão do mundo, não conseguiu dominar o seu RB22 durante todo o fim de semana, refletindo um desempenho aquém das expectativas da equipa.
No sábado, Verstappen terminou a qualificação com um tempo que o colocou a uma distância considerável dos primeiros lugares, enquanto o seu companheiro de equipa, Isack Hadjar, ficou em oitavo, igualmente descontente com a performance do carro. O holandês não escondeu a sua insatisfação, referindo à Sky Sports F1 que o seu fim de semana foi “muito mau” e que o carro apresentava perdas aerodinâmicas inexplicáveis. “O carro na entrada das curvas está completamente instável, de lado em todo o lado. Não consigo confiar na traseira para equilibrar com a frente, começa sempre por subvirar”, explicou.
Verstappen acrescentou que os problemas começaram já a partir do terceiro treino livre e considerou fundamental entender e resolver estas dificuldades antes de pensar na corrida ou numa qualificação normal. “Temos tantos problemas que não conseguimos explicar, temos de os corrigir primeiro”, afirmou.
Martin Brundle, antigo piloto e figura da transmissão televisiva, comentou a situação em direto, confirmando a percepção de Verstappen. “Ele não está nada feliz, não confia no carro. Não sabe o que ele vai fazer a seguir, o que torna muito difícil fazer uma volta rápida a fundo. É o Verstappen menos satisfeito que ouvi há algum tempo”, afirmou.
A incerteza sobre o futuro do piloto na Red Bull aumenta, especialmente após as alterações regulamentares de 2026 que parecem ter prejudicado o chassis do RB22, apesar da força do motor, reconhecido como o melhor segundo a decisão da FIA. A equipa tem trabalhado em actualizações para melhorar o desempenho e permitir que Verstappen volte a competir por vitórias, uma condição que poderá ser decisiva para a sua continuidade em 2027.

