A Haas continua a destacar-se na Fórmula 1 como a única equipa que não opera ao limite do orçamento permitido, uma situação que o diretor de equipa Ayao Komatsu considera “injusta para os nossos homens”. No Grande Prémio da Bélgica, Komatsu admitiu que a Haas está “absolutamente” abaixo do tecto orçamental, uma exceção no pelotão, e que este é um dos principais desafios do seu mandato.
A equipa norte-americana, reconhecida como a mais modesta do campeonato, começou a temporada com um desempenho surpreendente graças ao VF-26, mas perdeu terreno face aos rivais do meio do pelotão, que têm apresentado uma série contínua de atualizações significativas. O piloto Ollie Bearman explicou que, ao contrário do ano passado, em que as melhorias foram graduais e limitadas, este ano o ritmo de desenvolvimento é muito mais intenso. “As equipas da frente trazem atualizações massivas quase semanalmente”, afirmou Bearman, que reconheceu que a Haas não conseguiu acompanhar esta evolução. “Não comprámos o suficiente para o carro e o que trouxemos não resultou como esperávamos.”
Em resposta, Komatsu rejeitou a ideia de que as atualizações não funcionaram, mas concordou que a Haas está a ser ultrapassada em termos de desenvolvimento. Enfatizou que a equipa está a fazer um trabalho “fantástico” apesar dos recursos limitados: “Quem conhece a Fórmula 1 sabe o tamanho e os recursos da nossa equipa, e o que estamos a conseguir produzir.” O responsável salientou ainda a qualidade do ambiente de trabalho e da comunicação interna, destacando que o problema reside na falta de financiamento adequado. “Não estou a conseguir dar-lhes munições suficientes para mostrar do que são capazes.”
Komatsu descreveu o início de temporada da Haas como “inesperado” e “improvável” para uma equipa tão pequena numa época de grandes alterações regulamentares, mas avisou que esse nível de desempenho não é sustentável sem mais investimento. “Não é um reflexo dos nossos homens, é uma falha minha. Preciso de garantir receitas para oferecer um ambiente melhor à equipa.”
Desde a entrada na F1 em 2014, a Haas tem sido questionada sobre o nível de investimento do proprietário Gene Haas, uma tensão que contribuiu para a saída do antigo diretor Guenther Steiner. Komatsu assegurou que está a trabalhar para que a equipa atinja o tecto orçamental “o mais rápido possível” e que já está a ter “boas conversas” nesse sentido. “Não é justo para os nossos homens lutar com as mãos atadas. Todos reconhecem as dificuldades e procuram soluções para melhorar.”
O diretor terminou com uma nota de determinação: “Estou realmente empenhado em dar-lhes o ambiente que merecem.” A Haas enfrenta agora o desafio de transformar este compromisso em resultados tangíveis, numa época em que a evolução técnica e o investimento são decisivos para a competitividade.
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