Ollie Bearman prefere circuitos como o Hungaroring em vez de Spa

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Ollie Bearman surpreendeu ao revelar uma preferência inesperada por circuitos como o Hungaroring em detrimento de Spa-Francorchamps, considerado o favorito dos pilotos. A nova regulamentação da Fórmula 1, focada na gestão de energia, tem alterado a forma como os pilotos abordam as provas, tornando certas pistas mais desafiantes.

No Grande Prémio da Bélgica, disputado em Spa-Francorchamps, Bearman destacou as dificuldades causadas pela escassez de zonas de travagem intensa, que obriga a uma gestão complexa da energia. O piloto da Haas explicou que, em comparação com Silverstone e Áustria, este circuito será o mais exigente em termos de consumo energético. “Silverstone foi um desafio vindo da Áustria, onde há muitas zonas de travagem. Aqui será ainda maior, porque simplesmente não temos energia suficiente”, afirmou Bearman em declarações à imprensa antes da prova.

O jovem piloto sublinhou ainda a diferença notória para o próximo evento em Budapeste, onde a abundância de zonas de travagem permitirá correr praticamente a potência máxima. “No próximo fim de semana, em Budapeste, com tantas zonas de travagem, podemos correr a toda a potência, o que será incrível. Mas este fim de semana em Spa vai ser muito difícil”, acrescentou.

Bearman comentou também a adaptação necessária às novas exigências técnicas: “Temos de ser o mais eficientes possível, porque a sensibilidade à energia é extrema. A estratégia acaba por ser decisiva, mas o traçado vai ser mais longo em termos de reta comparado com o ano passado.” Para ele, Spa e Silverstone são os circuitos onde a falta de energia é mais evidente, e apesar de melhorias futuras, esta realidade vai continuar a marcar estas pistas.

Quando questionado sobre a preferência pelos circuitos segundo as novas regras, Bearman foi claro ao admitir que, este ano, daria mais valor a Hungaroring e Áustria, em comparação com Silverstone e Spa. “Parece loucura, mas é verdade. O carro é diferente, e em circuitos como o Hungaroring podemos usar mais potência, enquanto em Spa a gestão é mais complexa. É uma aprendizagem constante que está a tornar-nos melhores pilotos”, explicou o piloto da Haas.

O facto de o VF-26 utilizar a unidade motriz Ferrari, menos potente que a Mercedes, poderá tornar a tarefa de Bearman ainda mais complicada em Spa, onde a potência e a eficiência energética são cruciais.

Este testemunho realça as mudanças profundas que as novas regulações da Fórmula 1 estão a provocar no comportamento dos pilotos e na estratégia das equipas, com Spa-Francorchamps a assumir um papel central nesta transformação.

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